GNR Fans - Guns N' Roses Fan Site: Abril 2012 GNR Fans - Guns N' Roses Fan Site: Abril 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dj Ashba toca "Ballad Of Deadh" ao vivo em programa de TV


O guitarrista Dj Ashba esteve no programa The Gibson Showroom, em Las Vegas, no último dia 24, onde participou de uma entrevista e conversou sobre alguns assuntos relacionados ao Guns N' Roses e aproveitou para tocar sua música "Ballad Of Deadh" ao vivo no programa.

Assista ao vídeo abaixo:



Matéria retirada de: Guns N' Roses Brasil

domingo, 29 de abril de 2012

Vicky Hamilton: A raiva de Axl Rose tem o destruído de dentro pra fora





John Parks do site Legendary Rock Interviews entrevistou Vicky Hamilton que já foi empresária do Guns N' Roses. Confira abaixo alguns trechos da conversa:


LRI: Quando você e Bret tretaram foi por volta da mesma época em que você se envolveu com o Guns N’ Roses?
Vicky: Sim. Bem, eu sempre tinha sido fã de Slash e do modo dele tocar. Eu sempre fiquei de olho no que ele estava fazendo e agendava shows pro Hollywood Rose quando era agente da Silver Lining Entertainment, o que eu também estava fazendo quando trabalhei com o Stryper. Axl e Izzy vieram e tocaram a demo deles pra mim e era maravilhosa e eu arrumei algo pra eles de cara. O primeiro show foi no Madam Wong com o Candy e daí eu marquei pra eles com o Black Sheep, a banda de Slash no Music Machine. Por volta do ponto em que Chris Weber saiu do Hollywood Rose e Slash entrou no lance eu comecei a trabalhar com eles. Eu realmente gostava de trabalhar com Chris e Slash. Eu achava que Chris era um compositor muito bom e eu ainda sou amiga dele até hoje. Foi muito engraçado porque nossas trilhas sempre parecem se cruzar. Bem, depois daquele tempo, provavelmente dez anos depois, eu estava trabalhando com uma banda e na Inglaterra eu vi essa banda cujo guitarrista era… Chris Weber. Eu pensei, ‘Puta merda!” (risos). Chris é um grande sujeito e agora ele trabalha numa clínica de reabilitação. Ele é só um cara legal que foi muito importante pra todo aquele tempo e lugar. Sem dúvida alguma. Ele co-escreveu algumas daquelas músicas em ‘Appetite’, então ele é um compositor talentoso e um cara talentoso no geral.


LRI: Eu não vi a banda até a época dos Illusion, então não consigo imaginar o que você viu no Troubadour. Você chegou a ver o GNR em um show ruim ou relaxado antes dos dias de ‘Appetite’?
Vicky: Eu não diria relaxado, mas talvez cru, mas mesmo bem no começo eles eram brilhantes. Todo mundo sabia que estava assistindo a uma trombada de trem, mas você não conseguia tirar os olhos deles. Era cru. Havia uma sensação de perigo e havia tanta mágica e brilhantismo naquela formação original. Aqueles cinco caras eram o ingrediente mágico. É duro… é duro descrever o que era aquela banda, mas era maravilhosa e era mágica pura. Ninguém pode tirar isso deles. Eu fui ver os empregados do Axl no Forum janeiro passado. Todos aqueles caras na banda de Axl são tecnicamente grandes músicos, mas aquela mágica e aquele fogo já estão mortos e enterrados. Não havia fogo. Não é o que o GNR era quando eles eram jovens e vivos. Aquilo era a vida real deles, aquelas músicas eram a vida deles, não era apenas um bando de bons músicos tocando um show, era real. São aqueles cinco caras ou nada, eu digo que Matt Sorum é um grande baterista, mas não era a mesma coisa sem Steven. Steve tinha um modo de tocar que era estilisticamente importante e seu espírito e sua centelha levavam aquelas músicas até onde elas precisavam chegar. A amizade de adolescência de Steven com Slash deu certa dinâmica àquilo e daí quando Izzy saiu, acabou porque ele era uma força determinante para a composição e era amigo de infância de Axl. Quando Izzy saiu foi que Axl surtou de muitos modos. Quando os Illusion saíram, eu tinha me afastado pra tão longe de todas as coisas Guns que foi interessante. Axl tinha esse lance meio Elton John rolando (risos) e tecladistas e backing vocals. Não era a mesma banda de rock com a qual eu tinha trabalhado, não estou dizendo que não havia brilhantismo naqueles discos, porque claramente havia, contudo radicalmente diferente. Quando eu ouvi Axl tocar ‘November Rain’ pela primeira vez no piano eu fiquei abismada pelo mesmo cara que podia escrever coisas como ‘Appetite For Destruction’ pudesse tocar uma balada ao piano lindamente arranjada, mas eles estavam claramente indo em uma direção diferente.

Carta de Tom Zutaut para Vicky logo após ter assistido a uma performance do Guns N' Roses
LRI: Alan Niven mencionou que o atraso de Axl para os shows é meio que uma forma de fobia de palco ou ansiedade de tocar mais do que qualquer outra coisa… você via algo desse tipo?
Vicky: Bem, a princípio, ninguém teria que agüentar esse tipo de merda antes dele ficar famoso, mas sim, eu entendo o que Niven quer dizer com isso. Digo, muitas pessoas que são super famosas como Axl têm ansiedade para tocar, elas simplesmente aprendem a lidar com isso. Axl é uma pessoa complexa, bi-polar, tem muita coisa rolando ali [risos].

LRI: Eu gostei de Chinese Democracy e na verdade fui e paguei alto pelo vinil, que é o único formato pelo qual estou disposto a pagar. Eu sei que algumas pessoas estavam zoando a fazendo piadas pelo preço do CD ter sido reduzido pra 99 centavos pela Best Buy, mas eu fiquei chateado pela marca ter decaído tanto. Você acha que ele ainda tem algo a oferecer artisticamente?
Vicky: Eu acho que ele poderia, mas eu acho que ele precisa fazer as pazes com as quatro pessoas daquela banda e eu acho que a raiva dele tem destruído ele de dentro pra fora. É o que eu acho.

LRI: Marc Canter meio que indicou em nossa entrevista que as coisas que impedem uma reunião do Guns N’ Roses não são tão complicadas, que são na verdade bem simples e meio que baseadas em mal-entendidos que poderiam ser trabalhados por uma terapeuta de casais entre duas personalidades orgulhosas em Axl e Slash. Você concorda?
Vicky: Orgulho? Pode ser mais uma questão de ego. Eu estou claramente no time de Slash e eu sei que Slash faria isso, mas Axl é simplesmente… quero dizer, ele mandava expulsar pessoas do Forum por vestirem cartolas [risos]. Digo, chegou ao ponto do absurdo e mais. Eu só não sei se Slash se curvaria a Axl e não acho que Axl permitiria uma reconciliação de qualquer outro modo. Tornou-se uma teia de aranha. É uma merda pros fãs porque não só eles não vão se reunir como eles não podem chegar a um acordo para lançar aquele filme com material da turnê dos ‘Illusion’. Eu acho isso muito triste e o mero fato deles não poderem subir juntos num palco e aceitarem o lance do Hall Of Fame juntos foi simplesmente triste. Eles fizeram o maior disco de hard rock da década e deveriam poder estar todos na mesma página sobre isso e ficarem lado a lado ou pelo menos ostentar isso com orgulho por uma noite. Os fãs querem isso tanto e é tão triste que eles não conseguiram deixar suas diferenças de lado nem por UMA música.

LRI: Eu não sei quantas incontáveis vezes você teve que responder isso, mas em termos de sua saída do empresariamento do Guns N’ Roses, que foi muito feia e injusta, e não necessariamente por todos os indivíduos da BANDA, mas no sentido de que você foi ESFAQUEADA PELAS COSTAS pelo advogado Peter Paterno. Você contratou o cara e ele te fodeu gostoso e começou a representar a banda. Eu não consigo imaginar o que passou pela sua mente ou como você se sentiu e você teve bastante tempo para pensar no quão filho da puta foi aquilo. Steven disse que ele ainda achava que tinha sido horrível quando falamos com ele, que foi uma das razões pelas quais ele quis mencionar você na cerimônia do Hall Of Fame. Como você vê o lance todo do Paterno hoje em dia?
Vicky: Essa é uma pergunta muito boa e na verdade ninguém jamais me perguntou isso antes. Eu estou escrevendo um livro e realmente planejo despejar a verdade porque é o que de fato aconteceu. A entrevista que fiz pro [site] Metal Sludge foi a primeira na qual eu jamais mencionei isso e essa é a primeira vez que alguém me pergunta isso. Na época, minha principal preocupação era certificar-me de que a banda estava segura e eu achava que ele era o cara indicado pra isso. Eu nunca sonhei que no processo ele ia me foder ao ponto que ele fez. Por outro lado, na época, eu sabia que o Guns N’ Roses seria famoso, mas eu não sabia que eles venderiam 150 MILHÕES DE DISCOS. Não há maneira de saber até que grau alguém vai ser famoso. Eu tinha visto o Mötley Crüe e o Poison, mas eu ainda não tinha idéia de que o GNR seria tão enorme como eles ficaram. Em minha opinião, toda banda com a qual eu já lidei era bastante talentosa, mas elas não chegaram àquele ponto. O Guns N’ Roses era tão volátil que eu fiquei surpresa por eles terem todos sobrevivido para ver aquele tipo de sucesso. Era realmente difícil de prever qualquer coisa com eles e naquela altura do campeonato só o que eu queria era um emprego de relações públicas numa gravadora, já que meu trabalho de empresária não estava pagando minhas contas. Eu ansiava pela segurança de uma gravadora. Sou grata por ter a vida que eu tenho, verdade. Claro que não vou mentir e dizer que eu não gostaria de uma casa em Malibu e segurança financeira, mas estou feliz. Mesmo com tudo que eu estou fazendo e tenho feito, tudo é financeiramente desafiador para mim, então teria sido ótimo ter aquele tipo de segurança, mas eu ainda estou na luta e eu não ouço a gorda cantando.



Retirado de: whiplash.net

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Adler lança clipe de “The One That You Hated”




Adler, novo projeto de Steven Adler, lançou o primeiro clipe de "The One That You Hated", o primeiro single do álbum de estreia da banda.

A gravação aconteceu no dia 04 de abril em Los Angeles. Confira abaixo o clipe:

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Slash: "gostaria que toda a formação original tivesse ido e tocado no Hall Of Fame"


Slash falou sobre a cerimônia de indução ao Rock And Roll Hall Of Fame em entrevista à Rolling Stone. Confira alguns trechos.

Você em algum momento pensou em não ir?
De coração, gostaria que toda a formação original tivesse ido e tocado, embora soubesse que era muito difícil. Quando fomos anunciados como homenageados foi o que pensei, mas logo ficou claro que não aconteceria. Fiquei um pouco desiludido, mas me comprometi a ir e ainda imaginava que Axl também estaria lá. Na última hora fiquei sabendo que ele não iria. Decidimos que tocaríamos de qualquer jeito. Confesso que pensei em desistir, embora nunca tenha dito publicamente. Mas foi apenas por um instante.

Em que momento vocês decidiram tocar?
Literalmente dois dias antes da cerimônia. Quando Axl emitiu o comunicado estávamos no Golden Gods Awards. Eu e Duff nos reunimos e decidimos que iríamos nos apresentar. Então ele sugeriu chamarmos Myles Kennedy. De início, achei que o próprio Duff cantaria, não tinha pensado nessa possibilidade. Falei com Myles, ele ficou apreensivo em ser colocado naquela posição. De início ele recusou, mas depois acabou aceitando. Nos reunimos na noite anterior, ensaiamos e fizemos a nossa parte.

Steven Adler declarou que essa apresentação serviu como uma maneira de encerrar um capítulo.
Sim, acho que para todos nós. Não tinha essa ilusão de o Guns N’ Roses se reunir. Talvez em um evento particular, mas não tinha esperanças nem confiança que fosse acontecer. Mas realmente, nesse evento tudo foi esclarecido e senti como se fechasse um livro.



Fonte: Van do Halen

terça-feira, 24 de abril de 2012

Richard Fortus: "Axl Rose tem mais integridade do que qualquer outro artista"



Durante uma entrevista feita pelo GlideMagazine.com, com o guitarrista do Guns N' Roses, Richard Fortus, o músico foi perguntado qual foi a coisa mais importante que ele aprendeu ao trabalhar com Axl Rose.

"Você sabe, aquele cara tem mais integridade do que qualquer outro artista com quem já trabalhei, e eu já toquei com muita gente. Mas ele tem mais integridade e eu acho incrivelmente admirável. Ele é bem ligado à música e isso é tudo o que importa para ele. O que importa é que ele é o melhor no que sabe fazer. Este é o jeito Axl roll. Ele não está alí pelo dinheiro. Ele faz isso pela arte e eu acho que é isso que eu aprendi com ele, mais do que qualquer coisa".

Ele acrescentou: "E eu te digo mais, o cara é mais compreensivo do que qualquer outro vocalista com quem já trabalhei. Ele escuta os músicos. Quando estamos no palco, tocando músicas diferentes a cada noite, ele sempre presta atenção no que estamos fazendo, mesmo antes de terminarmos uma frase. Isso é muito legal. É ótimo trabalhar com alguém assim".



Fonte: Whiplash.net

Marc Canter: "Axl nunca perdoou Slash por pular fora"



O restauranteur e fotógrafo estadunidense Marc Canter é mais conhecido do público brasileiro por sua compilação de fotos no livro ‘Reckless Road: Guns N’ Roses and the Making of Appetite for Destruction’, que narra ilustrativamente a sua proximidade com o Guns N’ Roses original desde a gênese da banda até seu ocaso.

Há alguns meses atrás, Marc foi entrevistado pelo jornalista John Parks do site Legendary Rock Interviews. Com toda a comoção gerada pela comenda do Rock And Roll Hall of Fame ao GN’R, Parks conversou novamente com Canter, e suas impressões sobre o blend único de personalidades do grupo se tornam ainda mais obtusas e ácidas. Confira abaixo um trecho da entrevista:

[...] LRI: Nós falamos com Steven e ele é famoso por ser muito, muito, animado e por curtir muito o lance de ser um astro do rock e as armadilhas que vêm com isso. Ele disse, “eu usava drogas porque eu queria usar drogas” e ele pareceu realmente personificar a coisa toda de “ROCK AND ROLL ALL NITE PARTY EVERY DAY”. Você acha que havia uma diferença entre o md que Steven farreava e o estilo de vida ou estrelato que ele aspirava, ao invés de, vamos dizer, o amigo dele Slash ou Axl, em especial?
Marc: Steven sempre, sempre foi um grande fã de KISS e ele via tudo por essa ótica do KISS, ele era como uma criança grande, como um eterno menino de oito anos. Como você sabe, Paul queria produzir a banda depois de tê-los visto e Steven ficou muito animado com essa atenção, mas ninguém mais ficou. Nenhum deles queria chegar perto dessa associação nem com uma vara de 3 metros de comprimento, mas Steven estava salivando na idéia. Steven estava impressionado pelo estrelato de Paul. Quanto às drogas, isso era coisa do Izzy. Ele e a namorada dele eram os viciados em drogas e eu nunca gostei dele nessa época porque eu não curtia nem um pouco esse lance. Slash estava sempre bebendo, mas isso nunca foi um problema. Bem por volta da época em que eles foram contratados, Izzy e sua namorada Desi, o vício deles começou a influenciar Steven e Slash e isso virou um problema. Duff nunca ia ter um problema com heroína simplesmente porque a namorada dele morreu de overdose nos braços dele quando ele tinha 15 anos de idade. Fosse lá o que Duff fizesse, eu tenho certeza que ele fez umas coisas pesadas, eu sei que ele não tocaria em heroína. Axl gostou da coisa por um tempo e daí todos eles a escondiam de mim, mas eu via todos eles chapados e querendo que eu levasse comida pra eles e eu dizia, “Não, não vou levar comida pra vocês porque vocês estão gastando o dinheiro de vocês com heroína”. Eu levava comida quando eles eram músicos batalhando querendo gastar dinheiro em panfletos ou cordas de guitarra, mas não quando eles eram músicos contratados simplesmente querendo enfiar o pé na jaca e ganhar algo de graça. Eu estava nessa posição difícil de me sentir como mãe deles ou algo do tipo [risos].

LRI: Eu curto os dois ‘Illusion’, porra eu curto o material solo deles e tudo, até ‘Chinese Democracy’, mas pra mim nunca foi a mesma coisa depois que Izzy e Steven se foram.
Marc: Era uma banda totalmente diferente quando Steven e Izzy saíram. O que quero dizer é, eu entendo que por um lado, como toda banda, você tem que mudar e crescer ao invés de simplesmente ficar lançando o mesmo disco um atrás do outro. Por outro lado, isso mudou o modo em que a banda operava nesse caso. Os caras vinham com músicas completas e simplesmente esperavam que os outros concordassem em tocar o que eles tinham em mente nas músicas deles. Ou eles davam as músicas completas pro Axl e diziam, “Tá aqui, escreve algumas letras”. Essa é uma mudança enorme. Nunca funcionou assim antes. No passado, Axl tinha umas letras prontas e os caras tinham individualmente um riff, ou um lick ou uma idéia pra contribuir. As coisas aconteciam mais organicamente e era, em minha opinião, como eu disse antes, porque eles eram muito próximos um do outro.

LRI: Você acha que quando Izzy voltou pra Indiana e se limpou isso mudou a relação interna da banda?
Marc: Não, não, simplesmente porque Izzy não muda nunca. Digo, ele se limpou e tudo mais, mas ele ainda era o mesmo velho Izzy. Ele AINDA é. Izzy é o mesmo cara que ele era em 1985. Na verdade, muitas pessoas não sabem disso, mas por cerca de duas semanas em 1996, os caras se reuniram em 1996, a mesma formação dos Illusion e eu me lembro de dizer a Axl, ‘Não fode com isso. Só entrem numa sala, como os Traveling Wilburys e sentem em engradados, sem namoradas, sem empresários, apenas as guitarras e um gravador e captem seja lá que mágica ocorra como resultado de vocês estarem juntos e tocando, apenas façam música um pro outro e não pro mundo e sua lupa. Faz de conta que alguém está oferecendo 100 milhões de dólares para vocês escreverem 12 músicas. Essas são as músicas que nunca terão que ser ouvidas, mas que têm que ser completadas e vocês não vão receber por elas a menos que possam provar que vocês suaram a camisa para fazê-las, essas músicas.” Claro que não deu em nada porque duas semanas depois a reunião foi por água abaixo mas pelo que eu sei Izzy tinha uma fita de 50 músicas que ele iria levar pra essas sessões que nunca aconteceram. Eu não sei se Axl ouviu às músicas de Izzy e pensou que elas fossem primitivas demais ou algo do tipo, mas eu sei que Slash tinha mais de uma dúzia e Axl curtiu pelo menos três delas, talvez quatro, mas daí Slash começou a se achar e pegou todas elas e disse, “Beleza, eu vou colocar elas no Snakepit.” Eu sei que Axl ficou muito aborrecido com Slash por isso e por ele ter levado essas músicas em particular porque aquelas músicas tinham sido explicitamente escritas pro Guns N’ Roses. Não era porque Axl não tinha gostado de todas elas que ele não quisesse trabalhar em cima de algumas delas. O que digo é, naquela altura Slash estava se achando um pouco depois de ter saído em turnê e tocado em frente a centenas de milhares de pessoas, isso começa a subir pra cabeça. Foi meio parecido com Joe Perry deixando o Aerosmith e depois pensando que ele ia dar em algo e ele não deu em nada. Depois de três discos, Joe voltou. Foi meio isso que rolou, mas Axl nunca perdoou Slash por pular fora e ele ainda tem raiva disso. Ele também tem raiva de algumas coisas que Slash disse ao sair e sobre algumas coisas ditas em relação a ceder o nome da banda a Axl. É realmente uma história de falta de comunicação mais do que qualquer outra coisa porque eles estão realmente, honestamente, dizendo a verdade, mas infelizmente há duas histórias diferentes e portanto, duas verdades diferentes. Isso em parte porque há dois intermediários envolvidos que as pessoas não conhecem. Por exemplo, se você ler ao livro de Slash, no que diz respeito a abdicar do nome da banda, ele diz que o empresário disse a ele que  ele e Duff tinham que assinar o contrato ou Axl não subiria ao palco e haveria um tumulto. Agora, se você perguntar a Axl, ele vai dizer que isso é ‘100% falso, eu nunca disse isso, eu nunca disse que não entraria no palco. ’ E quer saber? Por ser Doug Goldenstein, o empresário deles no meio disso, eles estão ambos dizendo a verdade. Axl não disse isso, Doug disse isso e vendeu essa pra Duff e Slash de modo que Axl não o importunasse mais, e eles compraram a dele. Ele simplesmente disse, “Vamos lá, assinem isso. Vocês conhecem o Axl, se vocês não entregarem isso assinado ele não sobre no palco e vai ter um tumulto hoje à noite.” Axl ainda afirma que sim, ele de fato queria que eles assinassem, ele queria aquele controle caso algo de ruim acontecesse como uma morte, de modo que o controle da banda não fosse de esposas ou namoradas, mas ele nunca, nunca disse que não subiria no palco. Slash ainda afirma, assim como Duff, que isso aconteceu, então eu tenho certeza absoluta que Doug disse isso, mas Axl ficou puto com Slash por ele ter ido à mídia repetir isso e daí o que rolou era que ele não faria o show se eles não cedessem o nome da banda ou que ele os pressionou ou os enganou, porque ele não fez isso. Como eu disse, de certo modo, estão ambos dizendo a verdade, só que Axl não consegue perdoar Slash por divulgar a coisa desse modo e dizer que ele tentou chantageá-los. Axl chamou Slash de mentiroso. Ao mesmo tempo Slash está bravo porque Axl estava o chamando de mentiroso quando na verdade Slash não estava mentindo, isso é o que Doug nunca disse pra ele, porque se você conversar com Duff, ele vai te dizer exatamente a mesma coisa.
O foda é que Axl conversa com Duff e não o chama de mentiroso. Minha pergunta é, se Duff e Slash estão dizendo exatamente a mesma coisa e ambos escreveram livros dizendo a mesma coisa, então o que isso significa é que Axl não está puto com Duff, mas está puto com Slash? Isso quer dizer que há uma comunicação mal-direcionada, há dois lados pra cada história e se você não sentar com todo mundo e ouvir os dois lados e tentar entender o que deu errado, você nunca vai resolver isso. Só o que eles precisam é uma boa terapia com um bom terapeuta de casais e eles provavelmente conseguirão resolver 80% dos problemas deles. Os outros 20 por cento provavelmente já devem ter ficado no passado, ou comentários na imprensa que não podem ser perdoados ou resolvidos, mas 80 por cento é um bom começo.

LRI: No livro de Slash, ele fala sobre a grande quantidade de material em vídeo do Guns N’ Roses que poderia resultar em um filme. Isso chegará ao público algum dia?
Marc: Ah sim. Em 1994, eles iam lançar um documentário e Del James, o braço direito de Axl estava trabalhando nele e eu vi o trailer do filme, na verdade. Baseava-se principalmente em imagens de shows, cenas de bastidores e entrevistas da turnê dos Illusion. Parecia muito bom, como uma versão melhorada dessas coisas do VH1. Axl tem tudo isso e muito mais. Eles filmaram todos os shows, e provavelmente seis ou sete já vazaram.

LRI: Eu assisti aos DVDs dos ‘Illusion’ obviamente, mas os shows completos sobre os quais você está falando seriam legais, eu tenho um clipe do primeiro show em Alpine Valley, que eu fui, e a MTV filmou até as primeiras músicas.
Marc: Ah, legal. Sim, eu me lembro do show em Alpine, eles me levaram pro show em Cleveland logo depois desse e eu tirei fotos das quatro noites no Forum aqui em Los Angeles. A razão pela qual você não pode lançar os shows completos, em sua maior parte, ou as cenas de bastidores é porque Slash aparece em tudo isso e Axl tem realmente tentado enterrar essa imagem a todo custo porque ele está fudido com Slash e não quer ter nada a ver com ele ou promover nada que envolva ele. È por isso que você jamais assistirá aos shows. Ele simplesmente sente que Slash queimou o filme dele e contou todas essas mentiras – que ele não contou, na cabeça do Slash, é tudo verdade, mas Axl acumulou todo esse ódio que o filme provavelmente nunca vai vir à tona.
É a mesma situação com Chinese Democracy. Ele foi terminado em 2001. Eu quero dizer, finalizado. Havia uma possibilidade de Slash ter tocado em algumas faixas, caso ele tivesse a fim de pedir desculpas pra Axl na imprensa pelas coisas que ele tinha tornado públicas sobre Axl supostamente tê-lo chantageado. Axl estava abrindo a porta e dizendo, “se você pedir desculpas em público pelas coisas que você disse sobre eu lhe forçar você a sair da banda, eu tenho três músicas nas quais eu gostaria que você tocasse.” Elas eram as três músicas que Slash tinha composto e cm as quais Axl queria fazer ago e incluí-las em ‘Chinese Democracy’, o que teria sido tão legal. Isso nunca iria acontecer porque Slash era ‘fodão’ demais pra pedir desculpas em público antes de mais nada e em segundo lugar, porque metade das coisas pelas quais ele queria que Slash pedisse desculpas nunca terem acontecido, pelo menos não na memória de Slash. Axl está enterrando qualquer opção de lançar material com Slash no meio e isso se estendeu à participação ou interesse dele em meu livro.

LRI: Slash acabou indo à cerimônia do Hall Of Fame, mas originalmente ele agitou a imprensa dizendo que o rock And Roll Hall OF Fame não significava tanto assim pra ele antes dele divulgar um esclarecimento alguns dias depois dizendo que ele compreende que é uma grande honra. Qual sua opinião sobre o que se passava na cabeça dele sobre esse assunto?
Marc: Ele mente.

LRI: Huh??! [RISOS].
Marc: Não, falando sério, Slash mente [risos]. Axl estava certo sobre isso de certo modo, mas maneira pela qual Slash mente é que ele mente para parecer fodão em grande parte. Ele mente de vez em quando para escapar de alguma roubada aqui e ali porque de vez em quando ele entra numa sinuca de bico. Claro que ele se importa com essas honrarias e ser premiado e tudo mais. Aquela primeira declaração pode ter sido resultado dele, como eu disse, ter sido pressionado pela imprensa. Ele estava, na época, sob a premissa, assim como muitas outras pessoas, de que Axl e sua atual banda seriam convidados, e claros, Slash não queria participar disso. Mais tarde, ele descobriu que não era caso e que só ia rolar das pessoas que foram convidadas para a introdução e isso não incluía a banda de Axl. Uma vez que ele percebe que não ia ser ele e Steven e Duff dum lado e Axl e Ashba e Bumblefoot em outro, ele ficou de boa com tudo. Quando ele percebeu que não ia rolar daquele jeito, ele mandou “Sim, é uma honra e bla”.

LRI: Ainda estamos burramente esperando que haja uma reunião algum dia, mas a carta de Axl meio que esclareceu essa situação, de maneira bem triste. Eu percebo que você teve uma treta com ele, momentaneamente, mas qual sua opinião sobre Axl baseado no que você viu em 2012?
Marc: Uma coisa que eu percebi sobre Axl é que ele realmente ESTÁ se resolvendo com as coisas emocionalmente e está ficando muito terno e honesto e aproximável, é impressionante e um bom sinal. Nas entrevistas mais recentes, fosse a do Metal Show ou mesmo em alguns clipes no YouTube dele fazendo umas palhaçadas e conversando com os fãs e isso é muito bom de ver. Houve tempos onde você não o via ou ouvia dele em público ou ele estava perpetuamente de mau humor ou o que fosse, mas temos esse ano e parece que ele está numa boa e não operando sob uma nuvem escura, então isso é fantástico. Não foram só um ou dois clipes ele recentemente, mas 10 ou 12 e ele sempre está naquele temperamento feliz, brincalhão e risonho. Bom pra ele. O que digo é, eu honestamente não acho que Axl confie em Izzy ou Steven no que tange a eles se resolverem e chegarem a tempo mas eu acho que ele sabe que Slash e Duff são ponta-firme. Eu sei que Steven é também porque eu vi a banda dele e eu sei que ele é capaz de fazê-lo. Não me entenda mal, eu sou como qualquer outra pessoa, eu adoraria ver os cinco de reunirem um dia. Eu adoraria ver um cenário perfeito com uma turnê enorme da banda nova de Axl tocar seu set list para abrir as portas no começo do show. Fazer um belo set de uma hora ou mais. Parar pra um intervalo e incluir uma combinação onde eles fariam um set sem muita firula toda noite com Steven, Duff, Slash e Izzy e daí acabariam com um set dos Illusion incluindo Gilby e Matt e aquele material para fechar com chave de ouro.

LRI: Porra, eles poderiam até fazer uns sets solo do Duff, do Slash, Izzy e até do Steven…
Marc: Sim, se eles quisessem, eles poderiam fazer igual os Eagles fizeram. Joe Walsh tocava algumas, Henley outras, Timothy depois, Glen em seguida e daí eles tocavam coisas do Eagles. Eu entendo que Axl não queira desrespeitar ou abandonar o tempo, dinheiro e esforço que ele investiu na banda nova ou desistir de continuar a ter aquilo como avenida pra suas novas gravações, mas isso poderia ser uma maneira de incorporar as duas coisas. Digo, ninguém quer ver Axl infeliz ou falhar apenas para que uma reunião se propicie. Há maneiras melhores de se realizar isso e isso permitira que sua NOVA banda pudesse excursionar por ESTÁDIOS nos EUA como eles faziam na turnê dos Illusion. Eu acho que Axl sabe disso, ele sabe que por melhor que a banda nova esteja, ele poderia estar ganhando dez vezes mais se ele incorporasse a reunião. Eu acho que essa é uma nova percepção também, eu sei que no passado ele achava que essa banda nova poderia simplesmente chegar e sufocar o clamor por uma reunião e apenas esmagar a pressão pelos cinco membros clássicos.

LRI: Mas ele está bem, financeiramente? Ele não tem nenhuma urgência real de ligar pra isso ou pra pagar nenhuma conta, certo?
Marc: Não tenho tanta certeza. O que digo é que custa muito dinheiro ter a vida que ele tem e a equipe que ele tem. Tem que haver mais dinheiro entrando do que saindo e ele sabe que uma turnê de reunião renderia a ele centenas de milhões de dólares que SEM DÚVIDA o deixaria remediado e seguro. Eu acho que ele só não está disposto a fazê-lo porque ele teria que acreditar no demônio, mas eu gostaria que ele deixasse isso de lado de modo que ele possa ganhar todo esse dinheiro e tenha toda essa liberdade e que deixe todos os fãs tão felizes. O que quero dizer é que quando éramos tão próximos alguns anos atrás, nós conversávamos por horas sobre isso, John. Nós íamos pra lá e pra cá e eu dizia pra ele, “Axl, nada jamais irá ofuscar a banda antiga, a banda nova será vista como muito boa e ótima de modo diferente.” Eu disse a ele que eu entendo perfeitamente o que ele está fazendo porque NÃO HÁ banda antiga, mas que nunca seria melhor que abanda antiga”, e ele insistia que seria melhor que a banda antiga e que Robin Finck era o Randy Rhoads dele e o comparou a Ozzy Achar Randy. Eu disse, “Não, Robin NÂO É Randy e ele será visto como bom, mas nunca melhor do que Slash em NENHUM aspecto, musicalmente, pessoalmente, aquilo tinha sido único” e nós continuávamos conversando e conversando e daí você já viu [risos]. Eu quero dizer que a formação de ‘Chinese Democracy’ pode ser ótima, mas será um tipo diferente de ótima, assim como a dos ‘Illusion’ era um tipo diferente de ótima. Você pode se reunir com chefes de cozinha diferentes e inventar uma sopa nova muito boa, mas sempre será DIFERENTE. Eu fico dizendo pra ele que o que aconteceu foi mágico e não pode ser recriado nunca, mesmo que ele voltasse com Slash, eles nunca criariam outro ‘Appetite’. Digo, tenho certeza que se eles se reunissem e compusessem uma música, ela poderia ser boa, mas não se pode esperar que soe como era em 1986 de novo. Por acaso alguma coisa que os Stones fazem hoje ou o que eles fizeram nos anos 80 ou 90 era boa como o que eles fizeram nos anos 60 e 70? Não, mas ainda pode haver alguns bons, grandes momentos?

LRI: Slash toparia, 100%, até onde suas conversas com ele revelam?
Marc: Slash faria sem pestanejar. Ele faria porque era muito divertido, a música e a química eram ótimas e o fato de que ele sabe que sem a menor sombra de dúvida deixaria os fãs em êxtase e seria extremamente bem-sucedida. Ele sabe disso melhor do que ninguém. Ele também não odeia Axl do jeito que Axl o odeia. Se ele odiasse, tal conceito seria muito mais complicado do que é. É uma treta de um lado só. Há questões a serem resolvidas, claro, há questões pessoais entre eles, mas elas são bem simples e em sua maioria baseadas em mal-entendidos e versões separadas de verdades diferentes.

LRI: Alguém como Susan McKagan ou Perla Hudson poderia ser um problema, eu sei que Perla é muito visível na carreira de Slash, assim como Susan na de Duff…
Marc: Eu sei que elas são, mas elas não poderiam estar no cenário de uma reunião. Elas nunca seriam um problema. Esposas e namoradas são proibidas dentro do círculo interno do GNR. Eu sei disso com certeza. Eu até disse a Perla, “Apenas saiba que se Slash for trabalhar com Axl algum dia de novo, você não só NÃO estaria na mesma sala, mas a quarteirões de distância.” Nada pessoal conta elas, elas são maravilhosas, é simplesmente a maneira que isso sempre rolou. [...]

Fonte: Lokaos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Steven Adler diz que não tem mais vontade de trabalhar com Axl Rose



Em entrevista à Rolling Stone, Steven Adler, ex-baterista do Guns N' Roses, mostrou uma radical mudança nas palavras em comparação aos últimos tempos.

Como foi a cerimônia de indução?
O melhor modo de encerrar um capítulo da minha vida. Não poderia ter sido melhor. Agora é hora de recomeçar com minha nova banda. Estou muito empolgado.

O capítulo Guns N’ Roses está encerrado, então?
Acabou. Está completamente fora de mim. Esperava que os cinco originais comparecessem e mostrassem respeito pelos fãs. Apenas três fizeram isso. Mostrei minha gratidão e amor. Slash é o personagem principal e o grande motivo de termos feito sucesso. Todos são importantes, mas ele é mais. Crescemos juntos, começamos isso e foi legal dar esse encerramento.

Como foi tocar com Slash e Duff novamente?
Foi demais. Myles Kennedy fez um excelente trabalho também. Essa é a única coisa que direi sobre Axl e será a última. Agradeço por ele ter feito parte de minha vida, mas não tenho mais nenhuma vontade de encontrá-lo, trabalhar com ele, enfim, fazer qualquer coisa. Desde que me livrei disso senti um grande alívio, estou livre!

Você e todos os fãs queriam essa reunião há anos. O desejo acabou de sua parte?
Sim. Se fosse para acontecer, teria sido agora. Mas Axl mostrou sua cara ao mundo na carta que escreveu antes da cerimônia. Depois disso, acabou. Mas a pessoa com quem queria mesmo encerrar esse capítulo era Slash, que também fará parte do próximo.



Fonte: Van do Halen

sábado, 21 de abril de 2012

Dizzy Reed: Essa banda é o Guns N’ Roses



O jornal estadunidense Green Bay Press Gazette entrevistou nessa semana o tecladista do Guns N' Roses, Dizzy Reed, e o músico não se fez de rogado ao recapitular sua trajetória pessoal e profissional ao longo dos últimos 20 anos. Confira abaixo um trecho da conversa::

(...) “Por um período muito longo de tempo, até 1991 ou 1992, se você estava em uma banda e queria se dar bem, você basicamente tinha que se mudar pra Los Angeles,” ele disse. “… Então você tinha milhares de bandas. Era essa fábrica de rock. E as gravadoras as pegavam de colher. Chegou uma hora quando elas tinham contratado bandas demais.”

A grande oportunidade de Reed veio quando uma amizade com a formação original do GNR no fim dos anos 80 tornou-se um convite de Axl Rose para juntar-se ao grupo em 1990 para a gravação dos dois volumes de “Use Your Illusion”. Foi um período eletrizante e também de provação para Reed.

“Obviamente, houve tempos durante os quais eu me beliscava todo dia, dizendo, ‘Wow, isso está mesmo acontecendo? ’”, ele disse. “Pela primeira vez, eu estava mesmo sendo pago pra fazer o que eu queria fazer. Eu tinha meu próprio apartamento pela primeira vez. Eu tinha meu carro pela primeira vez. Era tudo ótimo.”

Mas ele disse que também havia incerteza sobre quanto a ele virar ou não um membro efetivado e que ele teve que se afirmar por um ‘período de iniciação’.

“As coisas nem sempre foram boas ou alegres. Eu meio que acho que tive que fazer por merecer. Olhando hoje em dia, foi provavelmente algo bom pra mim. Muitas pessoas deixam que o sucesso lhes suba à cabeça. E eles não iam deixar que isso acontecesse,” ele contou.

E enquanto membros como Slash, Duff McKagan e Izzy Stradlin vieram e saíram ao longo dos anos desde então, Reed sempre permaneceu na vaga. O segredo dele?

“Eu acho que minha meta sempre foi contribuir o tanto quanto eu pudesse para essa banda. Axl me deu uma grande oportunidade muito tempo atrás. Não há nenhuma voz na minha cabeça me dizendo que eu preciso ser leal. Eu sou uma pessoa leal. Quando eu começo algo, eu quero terminar. Isso é o principal.”

A formação mudou, mas a música daquele tempo ainda ressoa durante os shows ao vivo, Reed afirma. A banda esteve em turnê de outubro até algumas semanas atrás, quando fez uma série de apresentações em casas noturnas de menor porte.

“Eu, pessoalmente, ainda sinto que faço parte de uma grande banda, assim como sentia naquele tempo. Ser apenas uma engrenagem numa roda e fazendo com que ela funcione,” ele disse. “As músicas ainda são muito boas. Ainda é ótimo deixar as pessoas felizes e sentir aquela energia…”

“No fim das contas, Axl está lá em cima, cantando. É isso que há em comum, obviamente… estamos fazendo justiça ao nome Guns N’ Roses e levando-o até onde podemos, quiçá além. Essa banda é o Guns N’ Roses.” (...)



Fonte: Whiplash

Produção do Metal Open Air diz que Rock N' Roll All Stars quebrou o contrato



A Lamparina, uma das empresas responsáveis pela produção do Metal Open Air, afirma que houve "quebra de contrato" por parte do supergrupo Rock N' Roll All Stars, que anunciou neste sábado (20) o cancelamento de sua participação no festival, que acontece durante este final de semana em São Luís.

Em nota divulgada por sua assessoria, também neste sábado, a produtora diz que a quebra contratual se refere à possível ausência de Charlie Sheen - o ator viria para ser uma espécie de mestre de cerimônias do show - e ao excesso de solicitações de hospedagens.

Citado no texto, Natanael Júnior, proprietário da Lamparina, argumenta que foi informado, dois dias antes do início do MOA, que Sheen "não viria mais". "Pelo contrato, a produção local teria direito a substituir o artista ou reduzir o valor contratual, o que não [foi] aceito pela banda".

Marcelo Caio, produtor, disse que o contrato previa a participação tanto dos integrantes do Rock N Roll All Stars quanto de Charlie Sheen. Metade do cachê foi paga no ato da assinatura - o restante deveria ter sido pago no último dia 15, opção descartada pela produção em função da possível desistência da vinda do ator.

Leia, a seguir, a íntegra da nota:

"A Banda Rock and Roll All Stars quebrou contrato com a produção do MOA, maior festival de rock das Américas, que acontece até este domingo, em São Luís, e cancelou sua participação no evento. A banda se apresentaria neste sábado e era a principal atração do evento neste sábado. A produção se surpreendeu com a decisão do grupo e lamenta o fato, já que muitos aguardavam ansiosos por essa apresentação.
De acordo com a Natanael Júnior, produtor e proprietário da empresa Lamparina, responsável pela produção do evento, a dois dias do evento eles foram informados que o ator Charlie Sheen não viria mais. Ele seria o apresentador e uma das atrações principais deste sábado. Pelo contrato, a produção local teria direito a substituir o artista ou reduzir o valor contratual, o que não aceito pela banda.


Além disso, segundo Natanael, a banda fez exigências que não estavam previstas em contrato, que envolviam quantidade de hospedagens, por exemplo. 'Temos o contrato assinado e a prova de que ele foi quebrado. Lamentamos muito e pedimos desculpas aos fãs que esperavam ansiosos pela apresentação', disse o produtor.


De acordo com Natanael Júnior, a programação deste sábado está confirmada e oficialmente apenas duas bandas teriam cancelado sua apresentação em São Luís. Natanael disse que a produção enfrentou alguns problemas, mas que todos estão sendo contornados".

Retirado de: G1

Rock N' Roll All Stars cancela participação no Metal Open Air




Rock N' Roll All Stars, uma das principais atrações do Metal Open Air, publicaram um comunicado oficial cancelando a participação no evento. Confira abaixo:

"A Rock N'Roll Allstars está triste em anunciar o cancelamento da nossa performance no Metal Open Air, em São Luís, Brasil. 


Lamentamos por não poder comparecer. Estamos na América do Sul e prontos para o rock, mas as circunstâncias fogem de nosso controle: Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil hoje, que muitos outros artistas pularam fora do evento, assim como a segurança local. Estamos muito preocupados com a segurança dos fãs e dos artistas que já estão no festival. 


Recebemos relatos de outras bandas e amigos no local de que o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado, e estamos ansiosos para fazermos rock com vocês no futuro”

Piers Morgan defendeu decisão de Axl Rose em não ir ao Hall Of Fame e o chamou de Chuck Norris do Rock




Piers Morgan assistiu o Guns N' Roses tocar em 1991 e confessou ser fã de Axl Rose.

"Ele gritou, rebolou, tocou e arrebentou durante duas horas de intensa fúria musical do Guns N' Roses", descreveu Morgan. "E foi, sem dúvida, a coisa mais perigosa, emocionante e impressionante que já vi alguém fazer em qualquer palco."

"Ele é o Chuck Norris do rock, um renegado durão cujo 'Appetite for Destruction' é tão zangado e autêntico como era há 25 anos".

Ao rejeitar um convite para ser introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame, Morgan concluiu que Rose consolidou o seu legado:

"Axl reagiu da maneira que eu presumia, e esperava, que ele reagiria. Ele rasgou o convite em pedaços e o jogou fora do quarto de hotel junto com a TV. Em seguida, divulgou uma longa carta se recusando a aceitar a posse, e deixando bem claro, que mesmo que o inferno congelar ele não teria nada a ver com o Hall of Fame ou com a reunião do Guns N' Roses"

Contra os críticos citando a recusa de Rose como desrespeitosa, Morgan aplaude sua autenticidade:

"Em uma época onde Mick Jagger, de todas as pessoas, aceitou o título de cavaleiro de Sua Majestade a Rainha, dando a si mesmo o título oficial de careta do Rock 'N' Roll, graças a Deus ainda existe um homem selvagem lá fora preparado para segurar a bandeira para os roqueiros de verdade".

"Esta noite, eu saúdo Axl Rose. Louco, selvagem, extremamente talentoso e rebelde. E para todos que desaprovam, 'Welcome to the Jungle' ".

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Slash diz que os outros membros sugeriram que Myles Kennedy cantasse no Hall Of Fame


Os ex-membros do Guns N' Roses, Slash, Duff McKagan, Steven Adler, Matt Sorum e Gilby Clarke, tocaram três músicas do álbum "Appetite for Destruction" com Myles Kennedy nos vocais durante a indução da banda para o Rock And Roll Hall Of Fame, cerimônia que aconteceu na noite de sábado passado (14 de abril), em Cleveland, Ohio. Kennedy, que é vocalista da banda solo de Slash e do Alter Bridge, cantou "Mr. Brownstone", "Sweet Child O Mine" e "Paradise City", com o baterista da época do "Use Your Illusion", Matt Sorum, tocando "Mr. Brownstone" e Adler tocando as outras duas.

 "O restante dos caras sugeriram que Myles cantasse", diz Slash, "e eu pensei que seria uma ótima idéia".

 O vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, proferiu o discurso de indução do Guns N' Roses, dizendo: "A primeira vez que vi o Guns N' Roses na MTV eu pensei que um desses caras podia acabar preso ou morto". Ele elogiou "Appetite For Destruction", considerando "o melhor álbum de estréia na história do rock and roll".

 "Acabou sendo uma noite muito especial", disse Slash.

 Fonte: whiplash.net

Matt Sorum: "Velvet Revolver foi meu trabalho de maior sucesso depois do Guns N’ Roses"


Em entrevista para o G1 Matt Sorum, ex-baterista do Guns N' Roses, disse que Velvet Revolver é banda da qual ele mais se orgulha e que foi o responsável por convidar o ator Charlie Sheen para ser o mestre de cerimônias do Rock N Roll All Stars no Metal Open Air. Confira abaixo a entrevista.

G1 – Matt, você já esteve no Brasil diversas vezes, pode-se dizer que você conhece o país – ao menos as cidades maiores. Mas agora você vai tocar num lugar diferente, outra região. Estava sabendo disso? 
Matt Sorum – Sim, eu ouvi falar, e é quente lá também. Eu acho isso legal! Vai ser algo grande, algo como 80 mil pessoas, será que é verdade?

G1 – Ouvi dizer que o seu primeiro show com o Guns N’ Roses foi aqui no Brasil, no Rock in Rio de 1991. Além da caipirinha, que lembranças você guarda daquela passagem por aqui?
Sorum – Eu lembro de que, quando chegamos ao aeroporto, tinha uns mil garotos – e, em frente ao hotel, uns dois mil... Eu me lembro de ter me sentido um cara dos Beatles ou algo do tipo. Eles corriam atrás de mim na rua. Foi selvagem!

G1 – Mas foi, mesmo, o seu primeiro show com a banda?
Sorum – Sim, sim. Bem, teve alguns... Não, não. Foi o primeiro. Tiveram uns showzinhos, mas, é, foi meu primeiro grande show.

G1 – Você já disse em entrevistas que, hoje em dia, prefere fazer shows para se divertir – e não para ganhar dinheiro ou coisas assim. Seu argumento: “Não tenho mais 20 anos de idade”. O que quis dizer com isso? 
Sorum – Eu acho que quando você é novo, um garoto, existe um monte de loucura rolando. Estou nessa há muito tempo, e eu prefiro agora manter a vibração boa, todo mundo feliz, sem drama, sem brigas. Eu quero, tipo, que todo mundo se divirta tocando música. Eu quero distância de me sentir daquele jeito [como no passado].

G1 –Então, tocar com o Rock N Roll All Stars está exatamente de acordo com seus planos atuais, não é? 
Sorum – Sim. Eu posso sair e eu posso fazer isso. E isso realmente vai ser uma experiência divertida, porque eu não posso mais tocar com esses caras a toda hora, não posso tocar com Steve, Billy Duffy, Joe Elliott, Gene Simmons, então... Todos nós estaremos juntos, vamos tocar umas músicas. Isso provavelmente não vai acontecer de novo, ou não com essa escalação em particular. Talvez, a gente queira levar isso à Europa... É simplesmente uma experiência única na vida, não só para as bandas, mas também para os fãs. Vai ser muito legal. Vamos todos estar juntos no palco. Eu nunca vi isso, dessa forma, acontecer na América do Sul. Isso é maior do que imenso.

G1 – Por outro lado, todos os caras do Rock N Roll All Stars são muito célebres. Como vocês lidam com toda essa popularidade, o que vocês fazem para evitar conflitos?
Sorum – Eu acho tranquilo. Todos nós estamos muito empolgados por fazermos isso juntos. Você sabe, Gene é um headliner, Joe Elliot e os outros abaixo – todo mundo sabe quem é quem, e quem está feliz por estar lá. É uma grande banda, vamos tocar só grandes músicas. E vai ser tranquilo, não teremos nenhum conflito de personalidades de nenhum tipo.

G1 – E qual das bandas originais dos membros do grupo é sua predileta?
Sorum – Bem, eu não posso dizer isso, todos são meus favoritos, eu amo todos. Mas... tem bandas que eu amo, e os caras, como Joe e Gene. Mas eu cresci ouvindo Kiss, eu cresci ouvindo Deep Purple... Estar no palco com caras que vieram dessas bandas é um deleite, caras como Glenn Hughes, caras como Gene Simmons. O primeiro show que vi na minha vida foi do Kiss.

G1 – O primeiro? 
Sorum – Sim...

G1 – Quantos anos você tinha?
Sorum – Eu tinha 16 anos de idade.

G1 – Você morava em LA? 
Sorum – Estar no palco com aqueles caras vai ser uma honra para mim. Não apenas mantemos vivo o rock and roll tradicional. Vai ser incrível, vamos tocar músicas com as quais cresci e músicas das bandas em que já toquei. Eu não vejo a hora.

G1 – Das bandas das quais você participou, qual a de que mais se orgulha?
Sorum – Bem, provavelmente Velvet Revolver, porque eu ajudei a formar. Eu era membro original, não entrei para substituir ninguém. E porque fez bastante sucesso. [Foi] Meu trabalho de maior sucesso depois do Guns N’ Roses, acredite ou não. Nós vendemos muitos discos, não tantos quanto Guns N’ Roses, mas nos negócios no rock’n’roll, foi [um bom desempenho]. Foi o verdadeiro auge da minha carreira.

G1 – Você já tocou com grupo brasileiro Chiara Rocks, que toca rock and roll, hard rock. Mas queria saber se você gosta de algum outro tipo de música feita no Brasil, sem ser rock’n’roll.
Sorum – Claro, samba antigo, Sergio Mendes... Joam [demora um pouco para conseguir]… O cara que escreveu “The girl from Ipanema”.

G1 – Tom Jobim.
Sorum – Isso! Jobim, é. Eu adoro o Jobim. E, você sabe, Sepultura! (risos)

G1 – Você sabia que o Charlie Sheen foi convidado para o festival para ser o mestre de cerimônias do Rock N Roll All Stars? 
Sorum – Eu convidei Charlie.

G1 – Como foi isso?
Sorum – Ele é meu amigo. Eu estava na casa dele, vendo o Superbowl.

G1 – Ao anunciar o nome de Charlie, o evento dizia que ele é ator mais 'rock’n’roll do mundo'. Concorda?
Sorum – Ah, sim. Ele é como um rock star, com certeza.

G1 – E por quê?
Sorum – Muitas garotas, muitas atividades extracurriculares.

G1 – Vocês são amigos há quanto tempo? 
Sorum – Vinte anos. Ele é um grande, grande fã de Guns N’ Roses.

 Fonte: G1

Falsa morte de Axl Rose vira assunto mais comentado no Twitter


Na madrugada desta sexta-feira (20) o boato do falecimento de Axl Rose se espalhou rapidamente entre os brasileiros no twitter. Um perfil falso da revista Rolling Stone (@RevistaRStones) e do jornal Estadão (@Estadãos) postaram a notícia falsa. A hashtag #RIPAxlRose e 'Axl Rose' virou Trending Topics Brasil e mundial.

Ao procurar por mais informações os fã puderam ver de que tudo não passava de mais uma brincadeira de mau gosto.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

DJ Ashba contra o bullying



O BullyVille.com, primeiro espaço virtual destinado à luta contra o bullying, conseguiu um nome de peso. O guitarrista DJ Ashba (Guns N’ Roses, Sixx: A.M.) ofereceu seu testemunho ao site:

 “Tive minhas lutas pessoais por ter crescido em uma cidade pequena e tentar fazer uma carreira como músico. Quero que outros jovens saibam que não estão sozinhos e todos podem fazer e ser o que quiserem da vida. Sou a prova viva”.

Você pode conferir o testemunho de DJ Ashba AQUI.

Fonte: Van do Halen

Adler grava performance acústica de "Waterfall"


O ex-baterista do Guns N' Roses Steven Adler e sua nova banda, Adler, gravaram uma sessão acústica para a Noisecreep da música "Waterfall".

Adler vem trabalhando em seu CD de estréia com os produtores Jeff Pilson e Jay Ruston, em Los Angeles. E conta a participação de Slash e Rob Zombie. A banda é formada por Steven Adler (bateria), Jacob Bunton (vocalista), Lonny Paul (guitarra) e Johnny Martin (baixo).

Confira abaixo o vídeo:

DJ Ashba fala sobre sua infância sofrida


Em um post datado de 16 de abril no site www.bullyville.com, um site onde pessoas postam seus casos de bullying, abusos e experiências do gênero e falam como conseguiram seguir em frente na vida, como um grande grupo de auto-ajuda, o guitarrista D.J. Ashba (Guns N' Roses, SIXX A.M.) contou sobre os abusos que sofrera quando criança. Leia a tradução de seu post abaixo.

"Meus anos de crescimento em uma casa amorosa, repleta de sonhos e esperanças, foram cortados em pedaços a partir do dia em que nasci. Tudo que consigo lembrar é ficar petrificado quando criança, não apenas para a minha segurança, mas para a de minha mãe também. Todo momento de todos os dias dependiam do humor de meu Pai. A maior parte do meu tempo era passada escondido atrás de meu armário, tendo convulsões como se de alguma forma eu dançasse ao som da violência vindo da sala ao lado.

Ao invés de um abraço e um beijo, meu despertar nas manhãs consistia no punho de meu Pai batendo contra a porta do armário, similar a Jack Nicholson em “O Iluminado”. A parte louca sobre tudo isso é que eu passei minha juventude tentando constantemente ganhar seu respeito. Eu cheguei a ir longe a ponto de colocá-lo em um pedestal, fazendo dele algum tipo de herói em minha mente não desenvolvida, apenas para tê-lo me batendo uma vez após outra. Eu não consigo contar os incontáveis dias que caminhava de volta da escola, morrendo de medo de entrar pela porta da frente de casa. O medo era tão forte que eu literalmente mijaria em minhas calças.

A verdadeira heroína era minha mãe, eu não posso lhes dizer o quão incrível ser humano ela é. Olhando para trás agora e percebendo que ela arriscou sua própria segurança para meu bem estar. Ela era a verdadeira heroína, colocando-se sem medo na linha de fogo, “indo em direção à granada” por assim dizer. Meu pai usava-me como moeda de troca contra ela simplesmente por saber que eu era seu mundo. Para ele, eu era seu pior erro. Ter meu pai fazendo tudo em seu poder para me tirar de casa, inclusive puxar-me por um braço e minha mãe tentando impedí-lo puxando-me pelo outro, é algo completamente distante de um passeio divertido na Disneylândia. Minha vida inteira desde então, eu vivi sendo fisicamente e mentalmente abusado. Eu vivi com problemas de abandono. Eu passei minha vida inteira sem derramar uma lágrima devido a uma queda acidental da escada em uma manhã de Natal. Quando eu tinha cerca de 3 anos, eu tropecei da escada e caí na sala onde estava meu pai sentado em frente à lareira e comecei a chorar.

Meias penduradas na lareira e luzes brilhantes na árvore de natal. Meu pai levantou-se do sofá e comandou firmemente que homens não choram. Ele disse “Você quer ser um bebê chorão, lhe darei um motivo para chorar.” enquanto ele me batia. Então, eu deveria ir para a escola e tentar esconder as marcas de suas mãos perfeitamente desenhadas em meu corpo. Depois de tudo isso, eu ainda ficaria sentado esperando na janela como um filhote batido, esperando que ele chegasse em casa todas as noites. Isto é, até a noite em que ele nunca voltou para casa novamente. Eu virei o chefe da casa, jovem demais para a vida de qualquer um. Eu cresci em uma pequena cidade no meio do nada chamada Fairbury sem TV em minha casa, então eu sou a prova viva que qualquer um pode sobreviver a qualquer coisa na vida e ainda alcançar seus sonhos. De alguma forma fui capaz de guardar todo meu ódio e usá-lo para minha motivação. Motivação para fazer o que for que eu tivesse de fazer para não tornar-me igual a meu pai. Se eu o odeio por tudo que fez conosco? Não, eu o perdoei, mas sempre viverei pelos seus erros e continuarei a me tornar uma pessoa melhor".



Fonte: Whiplash

terça-feira, 17 de abril de 2012

Axl Rose agradece a todos que apoiaram sua decisão sobre o Hall Of Fame


Nesta terça-feira Axl Rose enviou uma mensagem onde ele agradece aos fãs, meios de comunicação, escritores e outros artistas que apoiaram sua decisão de não comparecer a cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame. Ele diz que ficou surpreso com a resposta positiva vinda do público e que já estava preparado para a tempestade. Confira abaixo a mensagem na íntegra:

Para: Cleveland, Ohio, Fãs de Guns N' Roses e todos aqueles que mostraram apoio a minha decisão em relação ao Rock And Roll Hall Of Fame.


Eu realmente não planejava ou esperava essa resposta tão positiva e apoio público pela minha decisão em relação ao Hall da Fama do Rock. Com tantas manifestações de solidariedade vinda dos fãs, imprensa, escritores e outros artistas, me sinto realmente humilde, chocado e inacreditavelmente aliviado! Para ser honesto, achei que seria o contrário e estava só esperando a tempestade passar. Como eu disse, sinceramente não queria desapontar ninguém. Cansa ser o “fora da lei” até quando “it's only rock and roll".


Precisei de muito foco e reflexão para ser sincero e informativo, enquanto faço um esforço genuíno para ser razoavelmente diplomático. Fizemos o que acho que são tentativas de verdade de aprender sobre o Hall e o comitê, tendo falado com o presidente e diversos integrantes e induzido Elton John e Bernie Taupin em 1994, dizendo algo do tipo “estou aprendendo do que se trata esse Hall..."


Eu ainda não sei ou entendo exatamente o que é o Hall ou como e por quê ele ganha dinheiro, para onde o dinheiro vai, quem escolhe os juízes ou o motivo de alguém, ou esses integrantes do comitê, decidirem quem, de todos os artistas no mundo que contribuíram com esse gênero, são aqueles oficialmente "do rock" o suficiente para estarem no Hall.


Isso não é um ataque. São questões reais e não tenho informações confirmadas o suficiente para ter mais do que uma vaga ideia. Certamente, não o suficiente para poder fazer qualquer julgamento.


Eu gostaria de pedir desculpa para Cleveland, Ohio, por não ter pedido desculpa antes de não ir à cerimônia na cidade. Acho que eles sabem o quanto amo genuinamente me apresentar lá. Cleveland, sim, é do rock!!


Agora que tiramos algumas coisas do caminho, qualquer ataque aleatório e desesperado não passou disso, uma tentativa patética de fofoca, algum espírito de vingança tosca, ele está obcecado, louco, volúvel, odeia tudo. Uma vez comprei para uma moradora de rua um pedaço de pizza e ela gritou comigo que queria sopa. Demos a ela a sopa. Você pode ir atrás da sua própria.


Novamente: agradeço IMENSAMENTE aos fãs e todos esse público incrível que me apoiou. Meus parabéns aos outros artistas induzidos. Meu pedido de desculpa às pessoas de Cleveland, Ohio. Espero que me perdoem e espero vê-los novamente em breve!


Tradução: rollingstone.com.br

Matt Sorum trabalhando em filme sobre o Guns N’ Roses


Em entrevista à VH1 Radio Network, o baterista Matt Sorum revelou estar trabalhando em um roteiro para um filme que contaria a história do Guns N’ Roses. “Estou em conversas com pessoas influentes. Só preciso saber como trabalhar na questão das músicas, que precisaria dos direitos para usar. Acho que os filmes de Rock nunca foram feitos da maneira correta. Os únicos que achei decentes foram The Doors e o de Johnny Cash. Outros, como Rock Star, de Mark Wahlberg, são estúpidos”.

Fonte: Van Do Halen

Confira o discurso completo da indução do Guns N' Roses ao Rock And Roll Hall Of Fame


Billie Joe Armstrong do Green Day fez o anúncio da indução do Guns N' Roses ao Rock and Roll Hall of Fame na noite de sábado (14 de abril) com um discurso emocionante, que provou realmente ter sido a escolha certa para a apresentação. A transcrição completa pode ser conferida abaixo (cortesia do Ultimate Classic Rock).
"Meu nome é Billie Joe, estes são Mike e Tre Cool e estamos aqui para introduzir o Guns N' Roses ao Rock and Roll Hall of Fame.

A primeira vez que vi o Guns N' Roses na MTV eu pensei que um desses caras podia acabar preso ou morto.

O riff de abertura de 'Welcome To The Jungle' é uma viagem decrescente ao submundo de Los Angeles. Não falava sobre festas, glamour ou baladas. Retratava o submundo de desajustados, viciados em drogas, paranóia, violência, sexo, amor, raiva e as quebradas de Hollywood.

Era como ar para meus pulmões! Nem preciso mencionar que eu comprei o disco. 'Appetite for Destruction' é o melhor álbum de estréia na história do rock and roll. Você pode citar alguns outros, se quiser, mas nesta noite o Guns N' Roses é o dono da coroa, com certeza.

Cada canção bate forte em todos os níveis emocionais. Ele leva você a uma viagem através do submundo de Los Angeles em uma sequência brutal: 'Welcome To The Jungle', 'It’s So Easy', 'Nighttrain', 'Out To Get Me', 'Mr. Brownstone', 'Paradise City', 'My Michelle', 'Think About You', 'Sweet Child O’ Mine', 'You’re Crazy', 'Anything Goes' e 'Rocket Queen'.

Tocavam em verdadeiros buracos, escreviam suas canções em caixas de pizza e guardanapos de bar, à procura de uma bebida e um lugar para dormir, e eles fizeram isso pelo amor ao rock 'n' roll. A única coisa que os distinguiam de todos os outros era a coragem, o coração e a alma. E o mais importante, eles mostraram a verdade e pintaram um retrato do mundo louco em que viviam.

Eu odiava baladinhas. Eu odiava os hinos das corridas no jóquei. Como um jovem músico, eu ansiava por algo mais - 'Appetite for Destruction' me ofereceu tudo isso. Em última análise, eles se tornaram a maior e melhor banda de rock 'n' roll e estavam lançando um álbum.

Depois disso, eles lançaram o 'GN'R Lies'- metade do álbum ao vivo e metade um registro acústico. A maioria das pessoas acham que discos acústicos mostram o lado mais sensível de um músico de rock.

(Risos) Não é sensível. Mas este disco fez deles bandidos e nunca os deixaram em desvantagem, nem por um segundo. (Platéia grita: "Eu costumava amá-la!"). (Billie Joe responde)... Mas eu tive que matá-la!.

A canção 'Patience' é uma balada sobre o amor eterno e sobre a ansiedade, como se o personagem estivesse tentando falar no topo de um edifício de 20 andares. Tem também o humor de ‘I Used To Love Her But…’, (A platéia responde em coro "Eu tinha que matá-la!")

Será que é uma música bem humorada? Como costumam dizer, toda piada tem a sua verdade.

E 'One In A Million', é jogar merda no ventilador. Ela basicamente conta a história de um garoto da fazenda ignorante que se mudou para uma cidade desconhecida diversificada e isso é tudo o que eu vou dizer sobre ela.

E então eles lançam não um, mas dois álbuns. 'Use Your Illusion I' e 'Use Your Illusion II'.

Os novos álbums do GN'R fizeram com que os fãs quebrassem as lojas de discos, literalmente, para ouvir o que o Guns tinha preparado. Esses registros continham uma ampla gama de hinos do rock - 'Right Next Door To Hell', 'You Could Be Mine', baladas de piano de cauda, como 'November Rain' e 'Don’t Cry', em seguida, o ouvinte ficava viajando e talvez só um serial killer poderia entender.

Essa era a banda que voou alto, tocando em arenas e estádios, vídeos compridos e maravilhosos, clamor, colapsos, controvérsias e tocando em países que nem Duff consegue se lembrar que já estiveram um dia - todos os ingredientes de uma grande banda de rock and roll.

Steven Adler, a sua bateria em 'Appetite' era perfeito. Era uma combinação perfeita entre tocar hard rock acrescentando mais groove. Um cara incrível, ótimo.

Matt Sorum. Você assumiu sem problemas e você trouxe (Armstrong faz uma pausa)...... o que você trouxe? Você trouxe uma nova dinâmica e poder, e seu primeiro show foi no Rock in Rio... bem-vindo à banda!

Dizzy Reed, você é um tecladista meio termo - continue com o bom trabalho. (Armstrong levanta os polegares para cima, possivelmente em tom sarcástico).

Duff McKagan. O garoto punk rock de Seattle. Você é como o Johnny Thunders do baixo. A linha de baixo em 'Sweet Child O' Mine' é tão boa, você pode cantar junto com ela. E você tem uma família grande por aqui, todos orgulhosos.

Izzy Stradlin. Onde quer que esteja, espero que você esteja me ouvindo agora. Você provavelmente deve estar dirigindo uma kombi por todo o Egito agora. Você é como o Miles Davis do rock and roll. O jeito que você toca e acompanha Slash parece fácil. Você tem o encanto de Ronnie Wood, tenho que te dizer.

Gilby Clarke - Eu te amo, onde está você? (procurando por Clarke no meio da multidão).

Slash - enquanto todos os guitar geek´s de LA estavam na cola de Eddie Van Halen, você tomou uma abordagem totalmente diferente. Você preencheu a lacuna entre Eric Clapton, Jimmy Page e Joe Perry e você trouxe para sua própria época. Eu posso imediatamente identificar seus solos e riffs, porque você os encarna. Sua guitarra é uma extensão do seu coração e alma. Vê-lo sem uma guitarra e uma cartola é simplesmente estranho.

Você sabe que, originalmente, eles queriam que o Green Day tocasse as músicas do Guns N 'Roses. Eu tenho um filho de 13 anos que está aprendendo a tocar guitarra no YouTube. Ele toca músicas dos STROKES e ele está ficando muito bom nisso. Eles nos pediram para tocar e eu pensei 'eu posso aprender a tocar Paradise City no YouTube, sim, porque meu próprio filho faz isso'.

E havia um garoto de 12 anos no Youtube tocando 'Paradise City' - ele é um guitarrista melhor do que eu nunca serei e eu apenas pensei: 'Gente, não vamos tocar... não há nenhuma maneira de fazer justiça - é impossível'.

Obrigado por me fazer ficar mal na frente do meu filho de 13 anos, Slash! E vamos ver, quem está faltando? (O público começa a vaiar, presumivelmente em resposta à ausência de Axl Rose).

Não, calem suas maditas bocas, calem-se, calem-se! Este cara é um puta de um vocalista. Ele é um dos melhores vocalistas que pode pegar em um microfone. Suas letras são de coração, apaixonantes, agressivas e dizem a verdade, custe o que custar.

Seu alcance vocal vai desde um sussurro até à potência, você grita como um assassino sanguinário. Você é muito louco. Ei, a maioria dos vocalistas são loucos - eu posso confirmar isso. Mas você sabe, estar em uma banda, é uma coisa muito complexa. Você passa por eras e capítulos em sua vida.

A maioria das pessoas não passam por tais épocas ou capítulos. Elas apenas sentam e assistem TV e fazem as mesmas coisas todos os dias. Mas estar em uma banda, suas épocas e seus capítulos são os seus álbuns. Esse é o seu ofício. Você pode citar o tempo de sua vida e inventar uma frase.

Essa é uma época de sua própria vida. Você fala sobre onde você estava quando escreveu essa música, você fala sobre onde você a gravou. Você fala sobre a primeira vez em que você tocou. Esta é a sua vida. Esta é a nossa vida. Isso é o que fazemos.

Mas, às vezes, você tem que olhar para trás, para os capítulos antigos se quiser avançar. E a razão pela qual você tem que olhar para trás, é para saber de onde você veio.

Senhoras e Senhores, Guns N’ Roses!"



Fonte: whiplash.net

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Matt Sorum: De hoje em diante não vou mais falar sobre o Guns N' Roses


O ex-baterista do Guns N' Roses, Matt Sorum, diz que ele se sente "verdadeiramente abençoado além de seus sonhos" de ter sido convocado para o Rock And Roll Hall Of Fame ao lado de seus antigos companheiros de banda.

Em uma série de tweets, Sorum, escreveu: "De hoje em diante, não vou mais falar sobre o Guns N' Roses. Ou fazer qualquer comentário sobre o futuro. Obrigado a todos os fãs".

"O legado continua sem os meus comentários".

"Sinto-me verdadeiramente abençoado hoje, além dos meus sonhos".

"Eu era um garoto que só gostava do rock and roll e nunca mais eu verei isso de novo. Honrado e emocionado".

"Sou eternamente grato a Steven Adler por dividir o palco comigo. Orgulhoso de onde ele veio até chegar ao Rock And Roll Hall of Fame. Meu amigo. Sua música é um pedaço da história do rock 'n' roll".

"Vamos homenagear a música e seu legado. Isto é pela grandeza de poder estar em uma banda com um bando de piratas!! AXL!! AXL!! AXL!!"

"Eu disse que não iria comentar com a imprensa. Vou comentar apenas o que eu achar melhor no Twitter. Já me ofereceram 25 entrevistas hoje e recusei todas".


Fonte: Whiplash.net

domingo, 15 de abril de 2012

Ex-membros do Guns N' Roses são introduzidos ao Rock And Roll Hall Of Fame e tocam com Myles Kennedy


Ex-membros do Guns N' Roses Slash, Duff McKagan, Steven Adler, Matt Sorum e Gilby Clarke tocaram três músicas de "Appetite For Destruction", com Myles Kennedy no vocal, na cerimônia de indução do Guns N' Roses ao Rock And Roll Hall Of Fame (sábado, 14 de abril) em Cleveland.

As músicas tocadas foram "Mr. Brownstone", "Sweet Child O' Mine" e "Paradise City". Matt Sorum tocou bateria em "Mr. Brownstone" e Steven Adler em "Sweet Child O' Mine" e "Paradise City".

Green Day foi quem fez o discurso na posse do Guns N' Roses ao Hall Of Fame. "A primeira vez que vi o Guns N' Roses na MTV, pensei, 'Um desses caras vai acabar morto ou na prisão'" disse Billie Joe Armstrong que continuou "Este é o melhor álbum de estréia na história do rock n' roll. Cada canção bate forte. Te leva a uma viagem ao mundo decadente de Los Angeles. A coisa que os diferenciava dos demais era a coragem". Falou de cada um dos membros e antes de terminar olhou e disse "vamos ver quem estou esquecendo?" e o público começou a vaiar, lembrando-se da ausência de Axl Rose, Armstrong disse "A maioria dos cantores são loucos. Isso eu posso garantir. Ele é um dos melhores vocalistas que já tocou em um microfone. Estar em uma banda é uma coisa muito complexa. Às vezes você tem que olhar para capítulos passados da sua vida para seguir em frente".

McKagan disse "Estou impressionado. Não sei se importa quem está aqui hoje a noite, porque a música que esta banda criou é que realmente importa".

Slash disse: "Nós temos novos fãs que nunca viram a formação original e eles estão torcendo por nós"

Adler citou: "We Are the Champions": "Vocês me trouxeram fama e fortuna e tudo o que se passa com ele, e eu agradeço a todos"

Axl Rose, Dizzy Reed e Izzy Stradlin não compareceram a cerimônia. Gilby Clarke esteve presente mas não fazia parte dos homenageados.

Os artistas e bandas empossados foram escolhidos por 600 profissionais da indústria da música. Uma versão editada da cerimônia será exibida pela HBO em maio. Clique AQUI para ver as fotos da apresentação.  Confira abaixo o vídeo de Sweet Child O' Mine :


sábado, 14 de abril de 2012

Duff McKagan, Matt Sorum e Gilby Clarke tocaram juntos em Cleveland


O ex-companheiros de Guns N' Roses Duff McKagan, Matt Sorum e Gilby Clarke tocaram na noite passada (13) no House Of Blues em Cleveland, Ohio. Onde McKagan teve uma apresentação com ingressos esgotados.

Sentado em um palco iluminado por velas, McKagan leu trechos de seu livro, "It's So Easy (And Other Lies)", com acompanhamento musical e fotos e vídeos em um telão.

Matt Sorum e Gilby Clarke tocaram algumas músicas com Duff incluindo sucessos do GN'R como "Sweet Child O' Mine" e "Patience". Clique AQUI para conferir fotos da apresentação.

Confira abaixo o vídeo de Patience:

(trecho)

Steven Adler diz que decisão de Axl Rose em não ir ao Hall Of Fame é "desrespeitosa"


Steven Adler, ex-baterista do Guns N' Roses, declarou ao Artisan News que a decisão de Axl Rose de ficar de fora da indução da banda no Rock And Roll Hall Of Fame é desrespeitosa com os fãs e os antigos membros.
“É uma vergonha e muito triste. Deus te abençoe, Axl. Mas isso é desrespeitoso não apenas com a banda, os quatro outros caras originais, mas com os fãs de todo o mundo”

Eric Singer apoia decisão de Axl Rose


Em entrevista ao Powerline, Eric Singer, baterista do Kiss, comentou a decisão de Axl Rose em não comparecer à cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame.

“Não o conheço tão bem, mas penso que ele deve fazer o que achar melhor para si. E de certo modo, acho bem legal que ele tenha feito isso, foi uma forma de mostrar o dedo do meio para esses caras do Hall Of Fame. É um modo de questionar essa suposta autoridade deles. Se olharmos por esse ponto de vista, Axl tem uma voz forte junto a muitas pessoas que verão que esse negócio não passa de uma piada”.

Fonte: Van Do Halen

Matt Sorum: "um telefonema para Axl Rose teria feito diferença"


Em entrevista ao Artisan News, o baterista Matt Sorum falou sobre Axl Rose e Izzy Stradlin ignorarem a cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame.
"Disse a Duff McKagan, 'um de vocês deviam ligar para Axl'. Sei que Duff tocou com ele recentemente. Disse a ele 'por que não liga para Axl?' e aí conversei com Slash. Porque eu não posso ligar para ele, estou abaixo na escada. Provavelmente estou no mesmo lugar de Dizzy Reed, um pouco abaixo (risos). Eu disse 'Slash, por que não liga para Izzy e Duff para Axl?', mas não aconteceu, acho. Um telefonema teria feito a diferença. Então apenas irei à cerimônia. Será legal de se ver. Estarei feliz em comer minha carne, ou qualquer coisa que me derem, vendo os outros caras tocarem (risos). Prefiro segurar as baquetas para Steven Adler, na verdade. Estou bem com isso. Posso tocar algum instrumento de percussão, cantar as harmonias. Ofereci meus serviços para Donovan, o cantor folk que foi induzido. Disse 'não acho que eu vá tocar com os caras, então...'."

Fonte: Whiplash.net

Eddie Trunk: "Não preciso de Hall Of Fame para validar que o Guns N' Roses é uma grande banda"



Eddie Trunk, a enciclopédia viva do hard rock e heavy metal, deu uma entrevista para a VH1 onde falou sobre o Rock And Roll Hall Of Fame. Para Trunk, o Hall Of Fame é uma farsa e o único interesse em empossar o Guns N' Roses, em seu primeiro ano elegibilidade, foi em benefício próprio e com o único intuito que acontecesse uma reunião da formação clássica no evento. Ele ficou feliz que Axl tenha esnobado o Hall já que eles fazem o mesmo com outras bandas importantes do rock e heavy metal. Confira abaixo a entrevista:

Ficou surpreso ou não com a decisão de Axl:
"Tenho que dizer, não me surpreendeu nem um pouco.Qualquer um que tem me acompanhado, ouvido ou assistido sabe que não só eu tenho desdém pelo Hall e a forma com que eles tratam as bandas de rock. Mas eu nunca pensei que existia qualquer hipótese de o Guns N' Roses tocar. Lendo sua carta, é claro que há mais coisas profundas lá. Axl é um cara complicado, todo mundo sabe disso. A chance era extremamente remota porque Axl nunca apareceria."

Por que Axl decidiu ficar de fora da cerimônia?:
"Quando nos sentamos para conversar com ele sobre isso no That Metal Show, parecia que foi naquele momento que ele quis analisar e ver em que estava envolvido. A julgar pela sua carta, ele claramente fez isso. Conversou com eles e viu que não era para ele. Eis porque eu penso que isso aconteceu: Ele teve problemas com o Hall. Preste atenção, se ele não quer nem ser empossado, obviamente, algo realmente deu errado lá nas conversas. Puramente especulando, eu posso te dizer que este é um cara, que certo ou errado, quer completamente promover e abraçar sua banda atual. Esta indução não é a respeito de sua banda atual, eles não estão incluídos. Viu isso pelo que realmente era. Se ele sobe no palco com o Slash e aqueles caras, isso jogaria um galão enorme de gás sobre este clamor de reunião e é a última coisa que ele quer. Eu sei que os fãs querem, mas eu posso lhe dizer isto: Eu sei que todos os membros originais do Guns N' Roses melhor do que Axl, e nenhum deles, com exceção de talvez Steven Adler, nunca falam sobre uma reunião. Eles estão todos focados em seus outros projetos."

Qual a verdadeira razão para o Rock And Roll Hall Of Fame introduzir o Guns N' Roses em seu primeiro ano de elegibilidade:
"Olhando para a situação do Guns N' Roses, vamos ser honestos aqui. Isso foi para o Hall, que claramente precisam de um impulso em suas catracas em Cleveland, favorável aos seus fins: agitar alguma notícia para os fãs de rock, conseguir audiencia para a HBO - seu novo parceiro de transmissão — e tudo isso. Colocá-los em seu primeiro ano de elegibilidade? Van Halen não teve nem isso! Trata-se do Hall e a necessidade que precisam do impulso que vem com a conversa de uma possível reunião do Guns N' Roses. Indo direto ao ponto, só estou feliz que eles não conseguiram o que queriam. Não se tratava do Hall ter um grande carinho e respeito pelo GN'R. E sim de poderem dizer 'Veja, temos todos no palco ao mesmo tempo e somos nós os responsáveis da reunião' E que não vai acontecer! Eles tem esnobado e continuam a esnobar muitas bandas icônicas, é bom vê-los sendo esnobados. Desta vez, não conseguiram as coisas da sua maneira."

Sobre a indignação dos fãs:
"Essa coisa de que Axl está desrespeitando os fãs é uma besteira total. Eu sou um fã de GN'R e não preciso de RRHOF para validá-los. Como alguém deixaria de ser um fã do GN'R atual porque Axl decidiu não ficar no palco com um monte de gente que ele não toca há mais de 15 anos e aceitar uma honra que não foi votada pelos fãs é além da minha compreensão. Acho que os fãs vão superar isso. Basta olhar para as pessoas que me twittam, existem fãs que concordam completamente, amam o que Axl fez e concordam 100% e entenderam. E há alguns que realmente se sentiram ofendidos. Se você é um fã de Axl Rose — ou seja, um fã da formação atual - e vai a esses shows e espera por 2, 3, 4 horas para ele entrar, isso realmente vai mudar sua opnião sobre ele? Eu acho que não. Porque ele não quer ir à festa de um clube privado em seus termos? No fim das contas as pessoas que se sentiram ofendidas com isso são as que achavam que isso levaria a uma reunião. Este tem sido, desde o primeiro dia, antes de mais nada. Instigar uma reunião da banda original e o Hall fica com a fama por ser o catalisador de fazer isso. "

Como o Rock And Roll Hall Of Fame trata os fãs de rock:
"Vamos ser honestos aqui, não se trata dos fãs. Os fãs nem sequer podem votar no Hall of Fame. Essa é outra coisa que se perde nisso. Eu acho que os fãs que estão indignados estão por uma razão - pensaram que seria uma faísca para uma reunião. Eu não preciso de RRHOF para validar que o GN'R é uma grande banda. Certamente eu não preciso de um clube privado para me dizer isso e é isso que eles são! A coisa toda é uma farsa."

Sobre a credilidade do Rock And Roll Hall Of Fame como uma instituição:
"Eu acho que é uma piada. Tenho falado sobre isso tanto quanto eu posso no rádio e na TV. Alice Cooper foi ignorado por 15 anos antes de ir no ano passado. Eu faço isso para expor a hipocrisia e desrespeito flagrante que eles tem ao rock e ao heavy metal. Tem sido por décadas e nada mudou."

Se ele faria parte ou não da comissão RRHOF se eles o convidasse:
"O presidente do Hall Of Fame esteve no meu programa de rádio não há muito tempo. Discutimos algumas destas coisas e eles sabem exatamente como eu penso. Eu seria contra? Não. Mas, só estaria aberto a isso se me dessem uma oportunidade para fazer uma mudança legítima a algo que é tão incrivelmente falho. Se fosse só para me calar, não iria perder meu tempo. Não tenho nenhum interesse nisso, sou apenas um fã que tem uma plataforma maior do que a maioria para expor a hipocrisia desta coisa. Isso é tudo que significa para mim."

Na possibilidade de criar um rival para o Rock And Roll Hall Of Fame:
"Fui instigado pelas pessoas para tentar incessantemente e começar um autêntico Rock Hall of Fame. Tive algumas conversas muito preliminares sobre fazer isso. Obviamente, eu não posso fazer isso sozinho, mas há um monte de gente interessada nisso. Quem sabe aonde isso vai dar."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Steven Adler: "Axl não acredita em nenhum de nós"


John Parks da Legendary Rock Interviews, conduziu uma entrevista recente com o ex-baterista do Guns N' Roses e atual Adler, Steven Adler. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Ainda tocando neste assunto, sobre o Rock And Roll Hall Of Fame? Eu sei que você foi uma estrela do rock por um longo tempo, mas era assim que você imaginava que seria essa indução?

Steven: Não, mas é algo que eu sempre sonhei e acreditei, é algo que eu tenho muito orgulho. Já fiz tudo o que sonhava em fazer, até mesmo com as drogas. Eu queria usar drogas. Quero dizer, todos os meus ídolos usavam drogas, eu só estou dizendo isso porque é a verdade. A maioria dos meus ídolos gravaram álbuns, turnês ao redor do mundo, comeram várias mulheres, e claro, usavam drogas e bebiam demais. Eu fiz tudo que eu sempre quis fazer e ainda tem algums coisas que eu ainda quero fazer. O pior momento foi quando eu fui chutado do Guns N' Roses. Eu sempre achei e ainda acho que devíamos ficar juntos como o Aerosmith ou Rolling Stones. Deveríamos ser uma banda que durasse uns 30 ou 40 anos, este era o meu sonho. E pelo jeito, essa parte do sonho simplesmente não vai acontecer. Primeiro fui eu a sair da banda, depois Izzy, então Slash e Duff, mas eu ainda amo esses caras, até mesmo Axl, eles são meus irmãos. Realizamos muitos de nossos sonhos e além de tudo isso, ainda continuamos trabalhando e criando mais do que nunca, independentemente de qualquer coisa, ainda contamos com os nossos fãs. Somos abençoados.

Durante uma entrevista recente com o guitarrista Slash e o escritor Marc Canter, parece que todos esperavam que Duff McKagan tomasse a iniciativa e bolasse um jeito de aproximar Axl e Slash, mas parece que tudo isso foi um grande engano.

Steven: Axl não acredita em nenhum de nós. Tenho a sensação de que se ele fosse aparecer (no Rock And Roll Hall Of Fame), seria apenas para tocar com "sua" banda. Esses caras são grandes músicos, eles são grandes artistas, mas eles não são o Guns N' Roses. Eu apenas quero a mesma coisa que todos os fãs querem, tocarmos juntos. Isso é rock 'n' roll. Não é tão difícil - basta mostrar a sua cara, colocar os fãs em primeiro lugar e ser rock 'n' roll, mesmo que seja apenas por eles. É o mínimo que poderíamos fazer depois de tudo que os fãs nos deram. Os fãs são os responsáveis por nossas carreiras por todos esses anos. Os fãs sempre estão lá, e eles ainda são a razão pela qual fazemos música e temos carreiras. Eles adoram todos nós e eles ainda nos amam e eu não entendo por que Axl não enxerga isso. Eu não estou dizendo isso por orgulho ou qualquer outra coisa, eu estou dizendo isso porque é a verdade. Não tem nenhuma banda de rock onde os fãs queiram ver uma reunião mais do que o Guns N' Roses. Duff é um cara inteligente e esperto. Era de se esperar que ele fizesse alguma coisa, mas como Marc disse, de alguma forma faz sentido para Izzy e Axl, mas tudo que eu sei é que eles não devam comparecer mesmo, se é assim que eles querem. Talvez Slash, Duff e eu ainda possamos tocar com alguns outros caras. Não quero nem saber, eu vou subir naquele palco com a minha bateria e tocar o "Appetite", pois os fãs merecem isso. Eu não posso falar por Izzy e Axl, mas eu amo e respeito os fãs - o GN'R tem os melhores fãs do mundo, os fãs mais leais - e seria um tapa na cara não fazer nada. Estamos sendo introduzidos no Hall da Fama, mas o que eu quero de verdade, é apenas ter a chance de terminar o que comecei com esses babacas (risos). Eu gostaria de subir no palco apenas uma vez e terminar o que começamos em um pequeno estúdio em Silverlake.

Fonte: whiplash.net

Izzy Stradlin agradece pelo Rock And Roll Hall Of Fame



Duff McKagan publicou em sua coluna, Seattle Weekly, um comunicado oficial de Izzy Stradlin onde agradece a todos pela indução do Guns N' Roses ao Rock And Roll Hall Of Fame.

“Izzy pediu que eu fizesse um favor a ele e publicasse isso. Izzy não tem Twitter, etc. Obrigado. Duff”

Comunicado de Izzy:
“Eu esperei até essa altura para ver o que aconteceria da indução do Guns N' Roses ao RRHOF. Eu gostaria de dizer OBRIGADO e GRACIAS ao RRHOF por reconhecer nosso trabalho ao longo dos anos como uma banda. MUITO OBRIGADO a todos meus colegas de banda que ajudaram a chegar onde estamos hoje. E, claro, OBRIGADO a todas as pessoas nesse planeta (incluindo, mas não restringindo, o universo inteiro e além, etc, etc etc) que apoiou o Guns N' Roses desde o primeiro dia. Adios amigos!

Izzy Stradlin

VIDA LONGA AO ROCK N ROLL!”


Fonte: Whiplash.net