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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Axl Rose critica ação policial em Utah que resultou em morte de um cachorro


Em seu twitter, Axl Rose criticou a morte de um cachorro que foi baleado na cabeça durante uma operação policial em Salt Lake City, Utah, que estava à procura de uma criança desaparecida.

De acordo com o New York Daily News, os policias procuravam por uma criança de três anos de idade, quando o policial entrou no quintal de um morador de 27 anos de idade, Sean Kendall, no dia 18 de junho. Kendall não estava em casa no momento, em seu quintal estava o seu cachorro, um Weimaraner de dois anos de idade chamado Geist. O animal acabou levando um tiro em sua cabeça depois que se aproximou do oficial.

Segundo uma declaração do departamento de polícia, o oficial alega que Geist se aproximou dele "de forma agressiva", e por isso "atirou contra o cão".

Sean Kendall e Geist
O compreensivelmente indignado, Kendall, foi a imprensa local e criticou o modo como a ação foi executada pela polícia e alegou que Geist nunca foi agressivo e que ele estava apenas fazendo o que qualquer proprietário de um cachorro espera que ele faça no caso de um intruso. "Eu entendo a preocupação de uma criança desaparecida. Mas isso não nega os meus direitos como proprietário do imóvel. E ele não substitui o meu cachorro. Isso não justifica o que esse oficial escolheu fazer, isso foi usar a força letal no meu animal. Além do fato de que o oficial estava na minha propriedade sem ser convidado, (Geist) não estava fazendo nada, mas o que um cão deve fazer. Você compra um cão para ajudar a proteger sua propriedade, e isso é exatamente o que ele estava fazendo".

Axl também compartilha da mesma indignação e lamentou a trágica conduta dos policiais de Utah, postando, em seu twitter, a seguinte mensagem, "Jesus Geist! Policiais de Utah podem entrar em um quintal cercado com nenhuma evidência de qualquer coisa contra você e atirar em seu cão "agressivo" em vez de sair da área?". Esta é a segunda vez este ano que o músico sai em defesa dos animais. Em fevereiro, ele postou um comunicado sobre a morte de uma girafa saudável no zoológico de Copenhague, na Dinamarca.
A criança desaparecida foi encontrada dormindo dentro de sua própria casa, cerca de 30 minutos depois da morte de Geist.

Você pode conferir abaixo um vídeo gravado por Kendall, onde mostra ele chegando em sua casa após o ocorrido. Ele exige que o responsável pela morte de Geist seja demitido, pois o seu cão-amigo estava dentro de seu quintal, "em uma área cercada". Ainda relatou aos repórteres que está "extremamente frustrado e chateado" após uma reunião com altos funcionários da polícia da cidade e acredita que o julgamento do policial "foi completamente inapropriado". Uma página chama “Justice for Geist” foi criada no facebook pedindo justiça ao caso.

"Estou devastado, para ser honesto. Geist era um membro da minha família. Às vezes, ele era a única coisa, a única pessoa, o único conforto que eu tinha" disse Kendall ao jornal.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Assista ao trailer oficial de "Appetite For Democracy"


O Guns N' Roses divulgou em sua página oficial do Facebook o novo trailer de "Appetite For Democracy". O show foi gravado em novembro de 2012 durante a primeira residência da banda em Las Vegas, em comemoração aos 25 anos do álbum “Appetite for Destruction” e os quatro anos do lançamento de “Chinese Democracy”.

O material estará disponível nos formatos Blu-ray (3D e 2D) e DVD (versão 2D) e chega às lojas em 1º de julho nos Estados Unidos.


Entrevista de Slash e Gilby à Guitar World em 92


Guitar World, Novembro de 1992

Slash e seu novo parceiro, Gilby Clarke, descrevem o que é preciso pra fazer parte da banda de rock mais famigerada do mundo.

ELE NÃO É IZZY, mas quem é ele?

Quase um ano se passou desde que o Guns N’ Roses anunciou que Gilby Clarke estava substituindo o membro fundador Izzy Stradlin’ como guitarrista base, ainda assim o novo homem permanece um enigma – uma figura obscura na periferia da banda mais perigosa do mundo. Ele é um membro oficial da sociedade secreta de Slash ou simplesmente um Gunner contratado?

Houve uma época em que nem mesmo Clarke tinha certeza da resposta. “Eu nem mesmo achava que iria chegar ao primeiro show,” ele ri. “ Pensei que eles estivessem apenas se precavendo até Izzy voltar. Então eu achava que eles iriam se livrar de mim após o intervalo do Natal de 1991. Mas daí Slash me deu esta linda Les Paul vermelha com um braço em ébano. Depois disso, me senti mais confortável. Não se dá um presente como esse a alguém se as coisas não estão indo bem.”

Longe de ser o equivalente rock n’ roll do carrancudo Homem sem Nome de Clint Eastwood¹, Clarke é bem amável. “Sou um tagarela. Gosto de falar,” ele diz com a confiança de um homem com anos de experiência lidando com público de bares. “Então, o que você precisa saber? Eu me mudei de Cleveland para Los Angeles no começo da adolescência. Era pra eu ir pra faculdade, mas isso nunca aconteceu – eu descobri a guitarra ao invés disso”, ele sorri.

Clarke diz que já que ele nunca era o melhor guitarrista, ele “sempre era o cara que capaz de montar uma banda.” No meio dos anos oitenta, ele construiu uma sólida reputação em Hollywood como líder de banda, liderando bandas de power-pop como Candy e mais pesadas como o Kill for Thrills. Foi durante este período que Gilby conheceu Stradlin’, que compartilhava o entusiasmo de Clarke pelos Rolling Stones. “Nós dois queríamos ser Keith Richards,” Clarke diz na lata.

Ele ficou nervoso por fazer um teste pelo lugar de seu velho amigo? “Não sou um cara muito nervoso, eu acho,” responde Clarke em tom baixo. “A única coisa que lembro claramente sobre o teste é que eles tinha esta área com fita adesiva onde Izzy costumava ficar, e me disseram, ‘Você tem o que é preciso pra preencher este lugar?’ Isso foi bem engraçado.”
Slash explica mais: “Quando Izzy saiu o ano passado pra seguir carreira solo, nós percebemos que nós ou encontrávamos um guitarrista em três semanas ou cancelávamos alguns shows. Nós não queríamos cancelar nenhum show, então começamos a procurar. Eu tinha um pedaço de papel com cerca de 30 candidatos listados, Duff estava procurando e Axl tinha suas ideias, mas ninguém parecia certo. Por um tempo pareceu que Dave Navarro do Jane’s Addiction iria se juntar, mas ele não podia se reunir, então isso nunca aconteceu.

“Eu estava arrancando os cabelos tentando imaginar quem conseguir. Obviamente não podíamos colocar um anúncio no jornal. Alguém ao acaso sugeriu um dos amigos de Izzy, Gilby Clarke. Eu havia pensado nele, mas não o via desde nossos primeiros dias em clubes. Então liguei pra ele, e ele apareceu. Ele foi o único cara que testamos. Um cara!

Gilby encaixou tão naturalmente que eu imaginei que fosse uma dádiva de Deus; eu não senti que tínhamos de procurar mais. Ele simplesmente entrou e fez o trabalho pedido. Ele é um grande cara. Ele é um pouco mais velho do que eu, ele esteve na estrada por muito tempo, e ele é duro na queda. Gilby e eu viramos amigos – é assim que nos relacionamos. Não queremos um cara contratado ou algum tipo estranho, estrelinha que esteja no negócio pela glória, ou para promover uma carreira solo. Queríamos um membro dedicado e ele se tornou isso.”

Nesta primeira grande entrevista de Clarke, ele discute seu papel no GN’R, enquanto Slash esclarece a controversa turnê da banda com o Metallica, bem como seus últimos projetos com o lendário Jeff Beck e o superstar Michael Jackson.

GUITAR WORLD: Gilby, o quanto você conhecia Slash antes de entrar pro Guns N’ Roses?
GILBY CLARKE: Eu não o conhecia muito bem. Ironicamente, a pessoa de quem eu era mais próximo era Izzy. Eu o conheci por volta de 1984, logo após ele se mudar pra Hollywood, e nós realmente nos demos bem. Éramos parte de um pequeno grupo de fanáticos por Keith Richards que eram um pouco alienados da cena heavy metal de Los Angeles. Durante esse período, eu era também o vocalista e guitarrista de uma banda de power-pop de pequeno sucesso chamada Candy, que tinha um contrato com a Mercury e até mesmo fez uma turnê em arenas maiores abrindo para Rick Springfield (o destruidor de corações Australiano mais conhecido pelo seu sucesso Jesse’s Girl).

Izzy e eu eventualmente perdemos contato, porque eu estava ocupado com a banda. Mas eu soube depois que ele estava na banda mais quente de Los Angeles – Guns N’ Roses. Quando eu estava na cidade, eu ia ver o GN’R toda vez que eu podia porque eu queria apoiar Izzy.

GW: Como você soube que o GN’R estava procurando por um substituto para Izzy?
CLARKE: As notícias estavam definitivamente nas ruas. Embora eu tivesse pedido a um amigo que estava trabalhando com a banda para mencionar meu nome ao Slash, fiquei um pouco surpreso quando ele realmente me telefonou pra perguntar se eu não gostaria de fazer um teste. Eu disse, “Sim, acho que posso fazer isso sim.” (risos) Então ele disse, “Aprenda três músicas e venha amanhã.” O engraçado é que eu nem aprendi as três músicas. Eu apenas ouvi algumas coisas, peguei as notas na cabeça, e improvisei no dia seguinte. Eu realmente não tive tempo de preparar nada além disso.

GW: Quais eram as músicas?
CLARKE: Pra ser sincero, eu realmente não lembro. Acho que eram “Civil War”, “Knocking on Heavne’s Door” e uma outra. Então, depois do meu teste, eles me pediram pra aprender mais algumas músicas e me disseram pra voltar no dia seguinte. Isso continuou por uma semana. Eles nunca me disseram que eu tinha o emprego, apenas continuaram me pedindo pra voltar.

GW: Você tinha algumas noções pré-concebidas sobre a banda antes de entrar?
CLARKE: Na verdade não, porque eu os conhecia. Eu apenas decidi que iria fazer as coisas como sempre faço. Assim se eu conseguisse a vaga, eu não teria de fingir que era algo que eu não era. Eu queria que eles gostassem de mim pelo que eu era. Se eu fosse ser falso, eles iriam descobrir eventualmente, de qualquer jeito. Eu não iria tentar ser o Izzy.

GW: Você não tocou seu primeiro show com eles duas semanas depois?
CLARKE: Sim, foi ridículo. Duas semanas! Após uma semana de testes, Slash me telefonou e me disse que o trabalho era meu, e que a banda queria começar a excursionar na semana seguinte. Eu tive de aprender 50 músicas em uma semana, e tocá-las em frente a milhares de pessoas. Meu segundo show foi no Madison Square Garden! Eu ia pro ensaio, tocava o que eu tinha aprendido, daí ia pra casa e aprendia mais cinco músicas. Eu não dormi por duas semanas inteiras – tudo que fiz foi tocar guitarra. Pra piorar, ninguém de fato parecia saber o que Izzy tocava. Eu tocava algo, e Slash dizia, “Eu pensei que você conhecesse a música.” E eu argumentava que conhecia. E então ele dizia, “Não, você não conhece – você está tocando a minha parte!” E então percebemos que não se podia ouvir realmente as partes de Izzy nas músicas. Então tivemos de reconstruir suas partes da melhor forma que pudemos. Duff sabia o que Izzy tocava mais do que qualquer um, então aprendi muito com Duff.

Mas isso também pode ter sido uma benção. Deu a todo mundo na banda a oportunidade de sugerir um toque novo. Eu acho que eles estavam me dando coisas pra tocar que eles sempre quiseram ouvir, mas Izzy nunca tocava. Então minhas bases são uma combinação das ideias originais de Izzy, um pouco das minhas ideias e algumas ideias adicionais dadas pela banda.

GW: Como foi o seu primeiro show? Você colocou progressões de acordes nos braços?
CLARKE: Meu objetivo era ir sem nenhuma cola. E eu realmente sabia todas as músicas exceto duas. E eu ainda tenho colas pra estas duas músicas até hoje! Eu ainda não aprendi elas. (risos)

GW: Slash, como Gilby e Izzy diferem, estilisticamente?
SLASH: Mesmo tendo a banda sempre parecesse perfeita, Izzy e eu nunca sentamos juntos e trabalhamos partes de guitarra. Nós não éramos na verdade um time, nesse sentido. Nós fazíamos uma jam e ele tocava coisas do jeito dele e eu tocava do meu jeito. E mesmo que Gilby esteja tocando essencialmente as partes de Izzy, ele as ajusta então tem mais um senso de unidade – mais de um sentido de que estamos tocando juntos. Isto não é pra rebaixar Izzy de forma alguma, é apenas que eu e Gilby temos uma relação diferente.

GW: Você pediu a Gilby pra chegar próximo dos arranjos originais?
SLASH: Eu disse pra ele aprender o básico e partir daí. Enquanto a turnê progredia, ele progredia. Acho que é importante que Gilby tenha colocado sua própria marca em nossas músicas. É importante que ele sinta que possa contribuir criativamente. Um músico autoconfiante se torna vulnerável quando não permitem que ele faça as coisas dele. Nós contratamos Gilby porque ele é ele mesmo. A última coisa que precisávamos era alguém que piraria a cabeça só pela ideia de tocar com o GN’R. Não precisávamos desse tipo de pressão, porque estávamos tentando lidar com a perda de Izzy. Precisávamos saber que a pessoa a entrar na banda ia segurar as pontas.

GW: Você sentiu em algum ponto que ele talvez não desse certo?
SLASH: Não. Acho que sou um bom juiz de caráter, e eu normalmente sei no primeiro momento se vou ser capaz de lidar com alguém. Leva só apenas algumas curtas conversas casuais sobre nada demais com alguém pra saber se vou me sentir confortável com ele.

GW: Gilby, ao aprender o repertório da banda, quais músicas te deram mais problemas?
CLARKE: Sem dúvida alguma, “Coma.” Ainda não sei ela. É uma canção de 15-20 minutos sem repetições.

GW: Qual música você mais gosta de tocar?
CLARKE: Curiosamente, “Coma.” Eu realmente adoro tocá-la porque é diferente a cada vez. Também gosto de “Pretty Tied UP” e “Locomotive”. Gosto de tocar as rápidas, pesadas.

GW: Alguém te deu instruções de como se portar no palco?
CLARKE: Não, absolutamente não. Ninguém jamais disse o que eu podia ou não podia fazer, ou o que podia ou não podia vestir. Não é assim que a banda é – você apenas sente a situação. Muitas coisas não são ditas. A mesma coisa se aplica à música. A coisa mais difícil pra mim quando eu estava aprendendo o material deles foi lidar com o feeling da banda. Eles sempre diziam “Relaxa, cara, relaxa.” Não é algo que se possa expressar – é algo que se sente. Provavelmente levei alguns meses antes de entrar na onda deles.

GW: Slash, eu soube que recentemente a B.C. Rich fez uma guitarra customizada pra você.
SLASH: Eu nunca contei esta história numa entrevista, mas minha primeira guitarra foi uma B.C. Rich Mockingbird com braço todo em mogno e captadores Bill Lawrence. Era ótima. Tive ela por muito tempo, mas penhorei ela em uma viagem de drogas, e nunca me perdoei por fazer isso. Eu não toquei com uma Rich por muito tempo depois disso. Mas uma noite eu estava na Cathouse (um clube de Los Angeles) e um amigo meu me disse que tinha uma Mockingbird a venda por U$ 150. Eu comprei ela dele e comecei a usá-la. A B. C. Rich ouviu que eu estava usando um de seus instrumentos e ficaram felizes, então eles me fizeram quatro diferentes modelos. Eu acabei ficando com apenas uma, porque sou muito rigoroso com tons e sons gerais de guitarra. Se tem uma coisa errada com uma eu não vou usá-la. Mas eu realmente adoro a que eu fiquei. Estou usando ela bastante agora. Eu não fiz nenhum contrato com eles, mas eles parecem felizes o bastante que eu esteja usando um de seus instrumentos.

GW: O que você procura numa guitarra?
SLASH: Guitarras diferentes fazem coisas diferentes, mas minha favorita, de todas as guitarras é ainda uma boa Les Paul vintage com captadores PAF. Se for uma Les Paul nova, gosto de usar captadores Seymor Duncan Alnico II.

Stratos são pouco imprevisíveis demais pra mim. Eu não gostaria de levar uma boa vintage comigo na estrada, e as novas geralmente são um saco. De qualquer forma ainda gosto das Stratos. Tem certas coisas que você pode tirar de uma Strato eu não se pode de outra guitarra.

GW: Pergunte a Jimi Hendrix.
SLASH: (risos) Nem precisa dizer.

GW: Falando em lendários usuários de Stratos, Jeff Beck iria aparecer em um concerto Pay-Per-View do GN’R em junho. Porque ele cancelou?
SLASH: Finalmente eu consegui fazer uma jam com Jeff Back e nós estouramos seus ouvidos – literalmente! Ele iria fazer aquele show com a gente em Paris, mas por alguma razão seu equipamento não estava funcionando, então ele plugou no meu sistema. Mais tarde aquela noite ele acordou com um zunido insano nos ouvidos; ele teve de ir a um hospital e tudo mais. Ele me telefonou, e eu estava pensando, “Uau, Jeff Beck está me telefonando.” Mas ele estava telefonando pra dizer que estava puto, e que ele não poderia mais tocar ao vivo porque meu amplificador deu a ele tinnitus (uma doença que cria um zumbido nos ouvidos). Ele estava apavorado. Acho que os médicos estão trabalhando pra fazer um aparelho de audição que cancela as frequências que estão incomodando ele. Quer dizer, isso é incrível. Se alguém fosse me dizer isso amanhã, eu ficaria destruído. Cara, espero que ele esteja bem.

GW: Acho que ele está bem. Eu ouvi que ele está trabalhando em um novo álbum.
SLASH: Sei que ele pode fazer trabalho de estúdio, porque ele tocou no disco novo do Duff. Mas não tenho certeza de performances ao vivo. Não acho que foi realmente minha culpa, mas meu equipamento foi a gota d’água. Seu tinnitus foi provavelmente causado por anos de abuso. Mas ainda me sinto mau porque Jeff é realmente um dos grandes. Eu estava numa jam session com ele, Joe Perry, Lenny Kravitz e Gilby, e Jeff estava tocando todas estas coisas incríveis enquanto que simultaneamente falava comigo. Eu queria empacotar as coias aquele dia, mandar os amps pra casa e encontrar um belo emprego vendendo seguros de vida ou algo assim. Eu fiquei pensando, “ Hmmmm, imóveis – pode haver futuro nisso.” (risos)

GW: Gilby, o que você está usando hoje em dia? Você é um cara da Vox, não?
CLARKE: Sim, eu uso nove reedições da Vox AC-30. São todos novos, porque amps vintage não são muito confiáveis pra se levar na estrada. Quando consegui esta turnê, eu prometi a mim mesmo que iria tirar vantagem das oportunidades, equipamentos e conseguir tudo que eu quisesse. A primeira coisa que comprei foi uma nova pilha de Marshalls. Mas meu timbre ficou tão próximo de Slash que acabamos em algo como uma grande parede de zunido.

Então aproveitei a oportunidade pra criar minha própria identidade. Eu sempre gostei de Voxes, apesar de num clube eles serem sempre muito altos. Mas eles se saíram perfeitos no palco. Os Voxes tem um ótimo timbre natural, então basicamente eu ligo eles no 10 e toco completamente seco.

Minhas duas guitarras principais são uma Zemaitis que eu acabei de fazer por encomenda e uma transparente Dan Armstrong. A Armstrong é bem alta e sustém eternamente. Eu estava usando uma Les Paul durante a primeira parte da turnê, mas por alguma razão, ela não soava bem passando pelos amps da Vox. Acho que é por que os Vox são de médio alcance por natureza e as Les Pauls também, então o som fica turvo quando usados em conjunto.

GW: Você mencionou mais cedo que apreciava Keith Richards. A influência dele está em seu número solo. Eu achei que foi um movimento corajoso chegar e simplesmente tocar “Wild Horses” dos Rolling Stones.
CLARKE: Eu nem sabia que iria ter um número solo até o dia antes do primeiro show! Eles apenas chegaram e me disseram, “ Então, o que você vai tocar no seu número solo?” Eu nunca tinha pensado nisso. Quer dizer, porque eu ganharia um número solo? Então Axl disse, “Bem, Izzy sempre fazia um pequeno solo antes de ‘Patience’. Você acha que pode conseguir algo?” Eu não queria ir lá e fazer um solo de guitarra. Slash é o guitarrista solo. Então decidi tocar “Wild Horses”, que é uma das minhas canções favoritas. Ultimamente, tenho feito algo com slide em “Lucy In The Sky With Diamonds” dos Beatles. Ambas as canções te dizem de onde eu vim.

GW: Slash, você toca dois ou três números solos por show. É uma escolha pessoal ou você os faz pra poupar a voz de Axl?
SLASH: É bem de improviso. Nos primeiros shows da turnê Illusion, eu tocava solos pra preencher os buracos enquanto Axl imaginava qual canção seria a próxima. Quando a turnê continuou e o set começou a se solidificar mais, acabamos mantendo alguns espaços abertos. Por exemplo, eu nunca esperei que minha interpretação de “The Godfather Theme” se tornasse uma parte permanente do set – apenas aconteceu, e as pessoas esperam por isso. Tudo evoluiu naturalmente.

GW: Você tem os solos trabalhados na cabeça?
SLASH: Eu não gosto de tocar sem acompanhamento tanto assim, então pelos últimos show Dizzy (Reed, tecladista) e eu começamos a trabalhar num dueto de blues que eu acho que funciona muito bem. É blues básico em escala menor, e adoro fazer isso. Mas muitas coisas são decisivas pra que eu toque um solo sem acompanhamento estendido. Muito depende do quão bem eu posso me ouvir no lugar. Eu não fico diretamente na frente das minhas caixas, porque elas são secas demais, então eu dependo da mixagem do lugar. Porque nós não fazemos passagens de som, a primeira coisa que faço após chegar ao palco é encontrar diferentes lugares bons no palco. Se eu não puder encontrar um bom lugar, então fico mau pelo resto do show. Se eu encontro uma boa área de som posso mandar ver e tocar por mais tempo.


GW: Como você dá a deixa pra banda saber que você vai fazer um solo sem acompanhamento?
SLASH: Eu não dou. Eu apenas toco. Às vezes é uma merda, as vezes é mágico.

GW: Isso ainda é empolgante pra você?
SLASH: Adoro tocar guitarra, e gosto de praticar em casa na frente da TV, mas eu realmente não me animo até estar criando no palco.

GW: Por um lado você diz ser um workaholic, enquanto por outro você parece um tanto indisciplinado fora de uma situação real de estar tocando.
SLASH: Eu gosto de me empolgar, que é porque tenho tanto problema quando tenho tempo de folga. Quando acordo de manhã, preciso ter algo pra fazer. Não sou muito automotivado; não sou um desses caras que se levantam e dizem, “ Vou escrever uma grande canção hoje.” Mas se alguém em foca em algo. Eu vou ralar duro nisso. Mas normalmente alguém ou algo mais dá o empurrão. Eu posso ser o filho da mãe mais preguiçoso do mundo quando não há nada no que me focar. Fico só vendo TV e sentindo pena de mim mesmo. (risos)

GW: Você apareceu em discos de muitos outros artistas. Essa é uma maneira de te manter ocupado?
SLASH: Sim, mas sempre tenho medo de que as pessoas comecem a pensar em mim como um músico de estúdio meia-boca. Por outro lado, fazer sessões me mantém focado em algo construtivo quando o Guns não está tocando. Por exemplo, Michael Jackson acabou de me ligar. Ele quer que eu vá e Europa e toque em um show com ele em algum lugar, e eu vou fazer isso porque não consigo ficar sem fazer nada. Eu também acabei de ajudar ele com seu próximo vídeo, “Give In To Me.” Ele me deu bastante espaço.
É engraçado. Todo mundo pensa que eu toquei o riff em “Black or White,” mas não sou eu. Pra ser sincero com você, eu não sei quem diabos está tocando aquele riff. A maioria das pessoas acham que eu toquei tudo, porque Michael realmente divulgou que eu toquei na faixa. A única parte que toquei é no início, quando o garotinho está tocando air guitar no vídeo.

Eu toquei bem mais em “Give In To Me.” Eu toquei todas as bases e o solo. Foi bem solto. Eu estava fazendo uma jam com a faixa, e Michael apareceu com Brooke Shields. Eu perguntei, “Isto tá legal?” E ele disse, “O que você quiser Slash.”

Quando chegou a hora de fazer o vídeo, Mike deixou tudo em minhas mãos! Eu escolhi o diretor e organizei a banda. Gilby está nela, Tony Thompson na bateria, Muzz Skillings no baixo, Dizzy está nos teclados e Michael canta. Estamos neste minúsculo espaço e é bem rock and roll. É uma coisa totalmente diferente para Michael, espero que ele goste.

GW: Qual o status da turnê Guns N’Roses, Metallica e faith No More?
SLASH: Me sinto mal por James Hetfield (o guitarrista do Metallica sofreu queimaduras de segundo grau quando um canhão de luz explodiu perto dele no palco). Sei que ele está chateado porque o Metallica nunca cancela shows. Imagino que tão logo eles entram em turnê com a gente o inferno acontece! Todos estes shows cancelados não são culpa dele, mas ele se sente responsável. Ele está tentando desesperadamente se curar, e todo mundo está comprometido em terminar a turnê.

GW: Você já previa sua decisão de seguir o Metallica no palco toda noite?
SLASH: Não. Tem um certo tipo de imprevisibilidade com o GN’R, o contrário da rigidez da de toda turnê do Metallica. Nós nunca poderíamos ser a banda do meio, porque isso tiraria o Metallica dos trilhos.

GW: Incomoda você o fato de que o público está exausto quando vocês chegam ao meio do set de vocês?
SLASH: Foi um compromisso. Estamos cientes de que o público está bem cansado no fim da noite, mas lutamos com isso. Mas mesmo que a plateia esteja cansada, sentimos que a resposta tem sido calorosa e apreciativa. De outra maneira seria um desastre. Estamos tentando ser um pouco mais responsáveis com o modo como fazemos as coisas, porque sabemos que outras pessoas estão envolvidas; mas ainda assim, com a gente, é uma situação explosiva.

GW: A banda toda é responsável pela demora, ou apenas Axl?
SLASH: Eu não gosto de subir até estar mentalmente e fisicamente pronto. No entanto, eu admito que três horas está além dos limites. Nós apenas sentimos a situação. Eu não sei. De certo modo, ainda nos sentimos como artistas das ruas. Gostamos de aparecer, nos divertir e tocar na noite sem preocupações com horários e tudo mais. Eu sinto que as produções de show se tornaram rígidas demais. Isso se transformou em uma fórmula, e nós somos o oposto disso. Acho que estaríamos sacaneando mais ainda o público se aderíssemos a essas regras, porque não seríamos metade da banda no palco se não fizéssemos as coias do nosso jeito. É verdade que colocamos fazemos nosso público passar por muita merda, mas não é porque não nos importamos. Cada show é uma viagem totalmente diferente pra nós, dependendo de nosso estado mental. Tentamos dar a cada show um toque único – quase como se fosse nosso último show. É difícil controlar algo assim. É difícil dizer que irá começar exatamente às 21 horas.

Quando começamos a subir no palco tarde, o público inicialmente se perguntava que diabos tava acontecendo. Daí isso se tornou parte do evento. Eles sabiam que ou iríamos tocar um set incrivelmente longo, ou talvez apenas oito canções e ir embora. Nosso show tem o potencial de ser tumultuado ou completamente calmo. As pessoas vêm preparadas para qualquer coisa – mas sempre sabem que vai ser verdadeiro. Não sei fingir isso. A maioria dos músicos tem uma atitude de “o-show-deve-continuar”, e eu concordo com isso em certo ponto, mas não posso fingir. Uma vez que algo negativo aconteça com qualquer um dos membros da banda é difícil pra eu tirar isso da cabeça.
GW: Quase 2.000 fãs causaram um tumulto após seu show de 8 de Agosto em Montreal. Como isso aconteceu?
SLASH: Não tenho certeza. Toda vez que temos um destes afortunados tumultos, somos nós os punidos. É realmente desapontador, porque é como, “Bem, nós acabamos com aquela cidade. Provavelmente nunca mais tocaremos lá.” Você nunca decide causar algo assim. Mas as pessoas acham que decidimos provocar isso. O poder de causar algo assim é impossível pra eu compreender.

GW: O quão consciente Axl está de sua capacidade de provocar a reação do público?
SLASH: Ele está provavelmente 10 vezes mais ciente disso do que eu. Eu posso me esconder atrás da guitarra porque é o meu jeito. Mas me sento ao lado de Axl após o show e ele me alerta para coisas particulares que aconteceram durante um concerto de que eu estive alheio. Ele fala de como ele usou um movimento em particular para expressar uma ideia. Eu fico apenas dizendo, “Hã?” Ele é muito ciente do que está fazendo, e de todo o aspecto sensacionalista de sua personalidade. A única coisa que penso disso é, “Ok, o pedal wah-wah está aqui, meu amp está ali...” Estou ciente da energia e da interação com a multidão, mas não vejo realmente ninguém porque minha cabeça geralmente está abaixada. As pessoas que observo são as pessoas no palco correndo como loucos. Só tento não acertar ninguém.

Lembro de uma vez que eu estava correndo de um lado pro outro do palco, e de repente percebi que Axl estava correndo da direção contrária e que eu não ia conseguir sair do caminho dele. Imediatamente dei uma cambalhota e ele pulou por cima de mim. E eu não perdi uma nota! Foi maneiro.

GW: Diz a lenda que W. C. Fields uma vez caiu alguns degraus com um Martini nas nãos e não derramou nenhuma gota.
SLASH: Duff e eu temos essa coisa onde dizemos um ao outro que tudo bem cair quando se está bêbado, contanto que você não derrube sua bebida. (risos) Mas cair numa escadaria – isso sim é louvável!

GW: Parece que onde quer que a banda vá, o desastre a segue. Isso não cansa?
SLASH: Às vezes parece que o Guns tem de lidar com cada obstáculo possível em nossa carreira. Coisas que são tão grandes que, na maioria dos casos, parariam qualquer outra banda em seu percurso. Mas de alguma forma nós passamos por isso. Estas coias são apenas testes, e cada dia é um novo dia. Você faz o que tem de fazer e segue em frente. Isso é sobrevivência. Se torna frustrante porque você sempre se pergunta, “ Isso um dia vai ter fim? Será que vai ter um período mais calmo?”

Mas eu realmente acho que somos abençoados. Perder Izzy e Steven (Adler, antigo baterista do GN’R) foram os maiores testes que possivelmente podíamos encarar. Por sermos uma família muita unida, perder dois membros foi realmente traumático – ainda que de alguma forma sobrevivemos. Esse foi o obstáculo mais importante. Tão Spinal Tap² quanto possa parecer, ainda somos pessoas reais, e isso foi incrivelmente pessoal.

Nada me derruba agora – nem a adiada turnê com o Metallica. É apenas uma fase e nós vamos em frente. O negócio é não enlouquecer. Acredite em mim, essa situação não é nada comparada a perder Izzy. Essa foi pesada. É por isso que não estou enlouquecendo. Estou apenas aborrecido e ansioso pra pegar a estrada de novo.

1.Referência a personagem que Clint Eastwood encarnou no cinema em filmes como O Bom, o Mau e o Feio, de Sergio Leone, que acabaram por ajudar a definir o arquétipo de cowboys de filmes Hollywoodianos.

2. This Is Spinal Tap é um documentário sobre uma banda fictícia chamada Spinal Tap, dirigido por Rob Reiner e lançado em 1984. O filme satiriza o comportamento e as ambições musicais das bandas de hard rock e heavy metal da época, bem como as tendências hagiográficas dos documentários então produzidos



Fonte: whiplash.net

domingo, 22 de junho de 2014

Matt Sorum diz que tocaria com o Guns N’ Roses atual


Em recente entrevista ao Radio.com, o ex-baterista do Guns N' Roses, Matt Sorum, disse que achou legal Duff McKagan tocar com o Guns N' Roses e que aceitaria um convite para tocar com atual formação da banda.

O que você achou do Duff substituindo Tommy Stinson no baixo no Guns N Roses?
"Duff é um verdadeiro gentleman e sempre foi o mediador. Acho que ele foi pego no meio de todas as outras coisas. Então, para ele fazer as pazes [com Axl], foi bom. Já era hora. Ao invés de ficar sentado e dizendo 'E se?'. Ele foi realmente legal em relação a isso e enviou e-mail a todos nós. Foi bom, foi legal, pareceu certo."

Se Axl te chamasse para tocar com o Guns N' Roses, você aceitaria?
"Sim, com certeza. Não tenho problemas com isso, sabe? A vida é muito curta e está ficando cada vez mais."

sábado, 21 de junho de 2014

Bumblefoot diz que tocar com Duff foi legal


O 22º episódio de "One On One With Mitch Lafon" traz uma entrevista com o guitarrista do Guns N' Roses, Ron "Bumblefoot" Thal. O bate papo pode ser conferido no player abaixo.

Questionado sobre como foi dividir o palco com o baixista original do Guns N' Roses, Duff McKagan, em cinco shows da banda na América do Sul e também uma apresentação no Revolver Golden Gods em Los Angeles, em abril, Thal disse: "Não foi a minha primeira vez tocando com Duff. Quando o LOADED veio para Nova York em 2009, quando eles estavam em turnê, eu fiz uma jam com eles. Ele se juntou a nós (Guns N' Roses) no palco algumas vezes nos últimos anos, mas nunca havíamos feito um show inteiro juntos, e nós fizemos meia dúzia na América do Sul, fizemos o Golden Gods. É bom. É legal tocar com ele. Ele é músico sólido, uma pessoa generosa e boa de tocar".




Fonte: whiplash

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Slash: Assista ao lyric video de “World On Fire”


Slash disponibilizou nesta terça-feira (17), o lyric video do single “World On Fire”. A música é a faixa-título do terceiro álbum solo do guitarrista, que chega ao mercado em 17 de setembro.


Confira abaixo o lyric video de "World On Fire":



Slash e Aiden Ashley do clipe 'World On Fire'

terça-feira, 17 de junho de 2014

Axl Rose mandou fãs roubarem a Rolling Stone em 91


No dia 17 de Junho de 1991 o Guns N' Roses se apresentou no Nassau Coliseum, em Uniondale, Nova York.

Foi nesse show que Axl Rose fez o famoso rant onde mandou os fãs roubarem a próxima edição da Rolling Stone. Durante "Knockin' on Heaven's Door" Axl desabafa contra os críticos, que passaram a adorar o Guns N' Roses, falando que eles deveriam arrumar um emprego de verdade e, que se não soubessem cantar ou tocar, que calassem a porra da boca!




Axl

"Nós temos uma ... eu não sei, dentro de um mês ou dois uma edição da Rolling Stone está saindo. E me façam um favor. Não comprem.

Se ela sair e vocês nos virem na capa e se a quiserem mesmo, roubem-na. Não comprem. Pois a Rolling Stone, algumas pessoas lá são legais. Eles vêm aos shows e curtem mas sempre que temos um show em Nova York eles ficam em cima de mim e eles não dão a mínima para vocês.

Pois a única coisa durante a turnê que importa pra mim é a hora que estou no palco. Nada mais importa.

Pois vocês gastaram o dinheiro de vocês para nos verem tocar e quero que estejamos na melhor condição possível para fazermos isso para vocês. Mas eles não se importam. 'Nós temos alguém disponível, mas o único dia que ele tem disponível pra fechar a notícia é..'  Vá se foder!

Na última vez que tocamos no Giants Stadium esse cara disse: 'Ok, nós vamos a esse lugar a 20 minutos daqui' E eu não dormia há 5 dias. Duas horas e meia mais tarde estávamos em um carro indo para uma merda de bar de onde eles usaram uma foto. Eu não preciso ser punhetado pelo Sr. Revista de Rock N' Roll.

E já que não terminamos esse artigo, então eles podem escrever sobre as coisas que digo no palco e daí, porra? Pois todo mundo fica puxando o saco. Eles podem ganhar o dinheiro deles com a sua cara e o dinheiro de vocês com a minha cara. Eu não não me importo mais com essa merda.

Eu não estou aqui para trabalhar para a Geffen Records ou para a Rolling Stone Magazine. Estou aqui pois é o que eu gosto de fazer. Acho que podemos nos divertir aqui se tentarmos, né? Não temos que pensar no chefe que ficou no nosso rabo hoje, que ficou no nosso rabo ontem e vai ficar amanhã, né?
......

Vamos aproveitar esse momento para outra mensagem de seu patrocinador. Tem um crítico chamado John Pareles que escreve para o New York Times.

Até pouco tempo atrás ele só escrevia merda sobre nós. Agora ele fez uma resenha muito legal e estou grato por isso. Fico feliz que você curtiu. Mas isso é algo que tem rolado ultimamente.

Muitos críticos que falavam muita merda de nós agora gostam da gente. Eles estão nos dando seus selos de qualidade. Estou pouco me fodendo pro seu selo de qualidade.

É algo como: 'Arrume um emprego de verdade!'. No lugar de escrever sobre a vida dos outros, por que não arruma uma pra você?

Estive na Philadélphia e um cara fez uma ótima resenha sobre a nossa banda. E depois detonou o Skid Row. Eu vi aquele show! O cara que escreveu a resenha estava simplesmente tentado bater em outra pessoa, sabe, não tem necessidade disso. Não precisamos de tipos como o seu.

Se você tem algo a dizer, entre no ringue filho da puta! Por que você não escreve uma porra de música e a canta?

Eu não quero saber sua opinião sobre uma música minha! Eu quero ouvir músicas de todos os críticos do mundo. Se não sabe cantar e não sabe tocar, CALE A PORRA DA BOCA!

Tudo que eles fazem é fazer com que as pessoas tomem partidos e não precisamos dessa merda. Vamos fazer isso 4 vezes, vocês sabem como funciona. Vocês sabem como fazer. É como .... eu não me impoto com o que vai acontecer amanhã.

Slash, você se importa com o que vai acontecer amanhã? Slash .... Ele está doidão agora mesmo"


 Fonte: perfectcrimegnr.com

segunda-feira, 16 de junho de 2014

One In A Million: o sal do GN'R nas chagas abertas dos EUA


Confira abaixo um trecho da matéria de capa da atual edição da revista Classic Rock, que traz longa reportagem sobre o ano de 1989 e sua importância na carreira do Guns N' Roses, e todos os acontecimentos que cercaram o grupo naquele ano.

Por HARRY PATTERSON

‘One In A Million’, de Axl Rose, foi aparentemente composta para ser a visão tacanha de um caipira – o medo, a solidão e a vulnerabilidade de um jacu chegando ao território hostil de Los Angeles. Um caldeirão efervescente de imigrantes, culturas e tensões raciais, todas contidas pela Polícia de Los Angeles, um braço corrupto e institucionalmente racista do estado dos EUA, cujo histórico em relações raciais fazia com que a polícia de Londres parecesse um bando de velhos mijões leitores do [jornal] The Guardian [tal como Rodney King descobriria depois]. Pelo menos essa foi a defesa consistente de Rose desde então.

“Police and niggers, that’s right/Get out of my way/Don’t need to buy none of your gold chains today/I don’t need no bracelets/Clamped in front of my back/Just need my ticket; ’til then/Won’t you cut me some slack?”

“Immigrants and faggots/They make no sense to me/They come to our country/And think they’ll do as they please/Like start some mini Iran/Or spread some fuckin’ disease.”

Seja lá quais tenham sido as intenções subjetivas de Rose – e quem é que já conseguiu decifrar quais elas possam ter sido? – para nós que éramos fãs no fim dos anos 80, a decepção enojante e o sentimento de traição eram palpáveis. Nós agora sabemos que os anos 80 foram a maior hipocrisia do rock. Enquanto sua imagem pública era de bichinhos malhados em academias com água mineral, bronzeados e com permanente no cabelo, fazendo sexo seguro e dizendo ‘NÃO’ às drogas, agora sabemos que os excessos eram tão grandes como eles haviam sido nos cínicos anos 70 e nos idealistas anos 60.

O Guns N’ Roses, contudo, parecia um sopro de ar podre. A coisa autêntica, o cúmulo da marginalidade, e a única banda que havia de fato casado o punk original com o melhor de uma tradição do rock cuja linhagem, ironicamente, poderia ser rastreada até Robert Johnson e Big Bill Broonzy. Daí então ouvir Rose cuspir veneno em cima dos negros, imigrantes e homossexuais fora um soco na cara. Talvez nós fossemos ingênuos, mas o rock não devia defender os oprimidos? Ainda assim, aqui estava mais autentico rebelde do rock dos anos 80 fincando sua bandeira em território tradicionalmente Republicano e berrando sentimentos que você só esperaria ouvir de Pat Buchanan ou de Ted Nugent hoje em dia. Hoje em dia, essa é uma mentalidade ‘Tea Party’ virtualmente de massa. Não tem como ser mais popularzão do que isso.

Ingênuo, também, era acreditar que a comunidade do rock e do metal fosse mais tolerante, inclusiva e humana. Afinal, empatia pelos desiguais deveria ser a segunda natureza de gente assediada por gambés, chefes e pela sociedade tradicional. Pelos homens e mulheres julgados, gozados e repudiados por seus cabelos compridos, tatuagens e rebites, acusados de Satanismo, discos contendo mensagens subliminares induzindo ao suicídio e o colapso moral da sociedade ocidental. Sim, nós éramos superiores. Ou achávamos era éramos. Até aquela música. Uma música regravada por Ian Donaldson, o frontman da banda neonazista Skrewdriver, pelo amor de deus. Todos nós sabemos onde tal preconceito, tal ódio e desprezo ao diferente acaba: pergunte a Sophie Lancaster…

A defesa de Axl era previsível. Falando com o jornalista Del James para a Rolling Stone, ele disse: ‘Eu usei palavras como polícia e crioulos porque você não tem permissão para usar o termo ‘crioulo’. Por que é que as pessoas negras podem se dirigir umas às outras como ‘crioulo’, mas quando um cara branco o faz, de repente é uma grande ofensa? Eu não gosto de fronteiras de nenhum tipo. Eu não gosto que me digam o que eu posso ou não posso dizer. Eu usei a palavra crioulo porque é uma palavra para descrever alguém que é basicamente um entrave na sua vida, um problema. A palavra ‘nigger’ [crioulo] não necessariamente quer dizer negro. John Lennon não tem uma música chamada ‘Woman Is The Nigger Of The World?’ Há um grupo de rap, o N.W.A., Niggers With Attitude. Quer dizer, eles estão orgulhosos dessa palavra. Tudo de bom pra eles.”

Quando o GN’R e o Living Colour ambos abriram para os Rolling Stones em 1989, o frontman do Living Colour, Vernon Reid insistiu em referir-se a One In A Million durante o set de sua banda. As relações entre as duas bandas foram tensas e a equipe dos Stones certificou-se que os dois grupos fossem mentidos à distância. Falando em 2009, Reid disse, “Axl meio que tomou partido do homem branco confrontado. É uma coisa estranha, ‘cops and niggers, get out of my way’. Como é que você sequer coloca os dois na mesma categoria, e qual é a fundamentação disso? Mas quer saber, esse é o tipo de coisa, ele tem esse lado muito autodramático, você ouve isso em Chinese Democracy. Todas as baladas são meio loucamente autopiedosas…”

O controverso disco de estreia do N.W.A., ‘Straight Outta Compton’, certamente estava à altura de One In A Million em celeuma, mas a comparação só ia até aí. Falhando patentemente ao discorrer que a palavra ‘nigger’ era sempre uma questão muito menor do que se levantava contextualmente, seu uso e intenção, Axl foi deixado boquejando o tipo de desculpas ressentidas que agora são a regra entre votantes do Partido da Independência do Reino Unido.

Patti Smith, outro rosto branco, não obteve a mesma reação com Rock N’ Roll Nigger, de dez anos antes. Caso Axl tivesse passado apenas 30 segundos lendo aquela letra, ele poderia ter notado a diferença:

“Those who have suffered understand suffering/and thereby extend their hand/The storm that brings harm/also makes fertile/Blessed is the grass and herb/and the tree of thorn and light”.

Sobrou para o apresentador, comediante e ator negro do horário nobre da TV dos EUA, Arsenio Hall, apontar para o óbvio. “A diferença é muito clara. O N.W.A. usa o termo de modo figurativo, enquanto o Guns N’ Roses o usa de modo negativo e pejorativo – como um senhor de escravos branco o usaria.”

O assalto contra os homossexuais da canção também foi justificado por Axl. Ele disse a Kim Neely em 1992, “quando eu usei a palavra ‘bichas’, eu não estava atacando os gays. Eu tinha acabado de ouvir uma história sobre um homem que fora solto da Prisão do Condado de Los Angeles com AIDS e ele estava se prostituindo. Eu já tive minha cota de lidar com gays agressivos, e eu fiquei incomodado com aquilo.”

Bizarro para um homem que sempre se referiu a Freddie Mercury como um de seus heróis. Realmente distorcido dada sua controversa aparição no Freddie Mercury Tribute Concert for AIDS Awareness em 1992.

Slash, filho de uma mulher negra, achava a música ‘nada legal’, mas reservava sua raiva pela recepção à faixa: “eu não me arrependo de gravar One In A Million. Eu só me arrependo do que passamos por causa dela e do modo que as pessoas interpretaram nossos sentimentos pessoais.”

Duff McKagan, já no fim de 2010, lembrou: “Minha esposa e eu estávamos almoçando em um café a céu aberto cerca de um mês atrás, quando um cara de quase 30 anos me reconheceu de meus dias de GN’R. Ele parou para falar conosco, animado em nos contar ao que ele andava ouvindo e quais shows ele iria no verão. Tudo parecia legal e inocente, até que ele começou a falar de sua namorada e como ela tinha acabado de começar a curtir rock. Ela gostava de hip hop, e os antigos namorados dela eram mexicanos. Mas agora ela curte rock, porque, você sabe, ‘se é de branco, é a coisa certa! ’ Minha esposa e eu permanecemos sem fala, atônitos em silêncio. Eu costumava achar que era por causa da música One In A Million, do GN’R e seu uso de algumas escolhas de palavras racistas. Aquela música era pra ser, até onde eu consiga entender, o desabafo de alguém em terceira pessoa sobre o quão zoada estava a nação nos anos 80. Eu não sei. Eu não teria usado aquelas palavras, mas Axl é conhecido por ser incrivelmente atrevido às vezes… Eu acho que, por um tempo no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, que o GN’R era visto como síntese de tudo que era ruim, até como racistas. Eu me lembro e ouvir que a KKK ou alguma facção deles até tinha usado aquela música como grito de guerra. A arte é mal-entendida o tempo todo, mas tente se colocar no MEU lugar no meio desse mal-entendido. Eu, o irmão mais novo de uma irmã com um marido negro que eu admirava. E quanto a Slash e o que ELE deve ter passado com isso na época [Slash é meio-negro – ou meio branco?]”

Seja lá quais forem os acertos ou erros, Axl Rose é certamente um em um milhão. Produto de uma infância fudida, ele eventualmente tornaria-se o obcecado por controle dentre os obcecados por controle, dominando a banda e eventualmente arrancando todo mundo menos ele. Talvez ele achasse que estava escrevendo a arte das ruas para a nova era? Ou talvez seja mais direto, ‘Vamos encarar os fatos’, diz o diretor editorial da editora TeamRock, Scott Rowley, ”é uma música de merda. Eles poderiam ter deixado aquilo fora do disco fácil e ninguém teria reclamado. Como e que a gravadora deixou aquela passar? Não foi por acidente – você não tem como me convencer que ninguém prestou atenção naquela letra e ela acabou escapando – então você tem que perguntar: aquilo não foi apenas um golpe cínico para causar polêmica?”



Fonte: whiplash.net

sábado, 14 de junho de 2014

Guns N' Roses: Izzy era o coração frio da alma quente da banda


Na nova edição da revista Classic Rock, cuja capa repassa o ano de 1989 na carreira do Guns N' Roses clássico, o ex-empresário Alan Niven, discorre sobre a dinâmica da estrutura do grupo, e como o guitarrista e compositor Izzy Stradlin era a mola musical propulsora da banda.

O que segue abaixo é a tradução do texto de Niven:

Izzy se mudou pra cidade grande primeiro. Ele fez a mala e foi forjar a pedra fundamental de uma banda. Couro de cascavel ou não, você sabe que aquela mala estava gasta e fedida, não lustrosa, como uma Halliburton novinha de Tim Collins.

Axl seguiu Izzy tão logo ele estivesse instalado em Los Angeles – uma mamata fácil. Ele então voltou para Lafayette. Ele não tinha as manhas para Los Angeles, de acordo com Iz. Ele ficara aliviado. Ele me disse depois que ele não queria lidar com Axl, que ele conhecia desde o ensino médio. Axl não sabia lidar com cidades pequenas tampouco, então ele se mudou pela segunda vez, carregado como um trem [‘loaded like a freight train’] com toda sua bagagem. Iz não ficou nem um pouco animado. E assim ficou. Na terceira parada da primeira turnê nacional do grupo, abrindo para o The Cult, Izzy bateu à porta do meu quarto de hotel. Ele passou por mim e se jogou no sofá.

“Aquele filho da puta torna nossa vida miserável todo santo dia”, ele grunhiu.

Axl nunca foi fácil, mas ele tinha aquela voz, uma voz que cheirava a revolta e raiva do jovem branco do meio-oeste. Ele tinha aquela postura que exaltava ao individualismo e a todo ser humano. Especialmente a ele próprio. Se isso era o que Axl trazia à mesa, com o que é que Izzy contribuía? Ele contribuiu com ‘Nightrain’, ‘Mr. Brownstone’, com a doce levada de ‘Jungle’. Quando Mike Clink chegou ao limite, exausto das sessões de ‘Appetite’, um Tom Zutaut preocupado pediu que eu checasse as gravações.

“Mike não sabe consertar uma mixagem. Você acha que as fitas estão boas, Niv?”

Eu pedi a ele que me mandasse ‘Brownstone’, de Izzy. Michael Lardie e eu preparamos a mesa de som no Total Access para fazer uma mixagem nas coxas. Colocamos a fita de duas polegadas. Tava lá. A levada, a pegada. Conseguimos arrumar uma mixagem em quatro horas. Clink estava com a fita na mão. Estávamos tranquilos.

A primeira vez que vi Izzy foi no palco do Troubadour. Ele tinha uma graça natural no modo em que segurava sua Gibson. Ele tocava suas partes de base com uma indiferença perfeita, sabendo exatamente quando ele deveria deixar um espaço, desacelerar a levada. Eu tenho uma foto em minha parede de Izzy tocando com Keith Richards e Ronnie Wood. Eles na só tocam de modo parecido, eles parecem filhos da mesma mãe. Imaginem os Stones sem Keith.

Izzy tinha a sabedoria casual de não se inserir na obediência cega da vida de um conformista. Por mais que C.C. Deville ou o Bon Jovi possam ter forçado a barra para parecerem foras-da-lei do rock n’ roll, izzy nasceu assim. Suas letras possuíam uma veia que não soava artificial, com termos usados nas ruas. Quando o Guns ficou acertado de abrir para o Aerosmith, Izzy veio até mim preocupado.

“Niv, isso pode parecer meio estranho, mas eu vendia heroína para Joe e Steven.”

“Não se Preocupe, Iz. Se você não falar nada, eu tenho total certeza que eles também não dirão.”

Izzy saiu do GN’R três meses depois de eu ter sido dispensado por Axl. Izzy me achou, de algum modo, quando eu estava com o The Whites em Winterthur, Suíça.

“Eu não aguento mais aquilo”, ele disse. Um tumulto quase havia ocorrido em um show do Guns na Alemanha. Rose tinha saído do palco por alguma razão, e Izzy ficou apavorado com a ideia de policiais quebrando crânios à pauladas. Ele tinha arrepios. A pressão calcinante e a exposição e a expectativa e a fama, as ansiedades que Rose gerava, não valiam a pena pra ele. Aquilo o estava consumindo. Ele ia pedir as contas ali. Ele não queria tocar no show de encerramento da turnê no estádio de Wembley.

“Você não pode desapontar aos fãs e aos outros desse jeito, Iz. Você não é o vilão da história. Não seja visto como tal.”

Eu reservei e paguei por uma suíte no hotel Hilton do Estádio de Wembley onde Izzy poderia descansar, longe da coxia, e esperar pra ver se Axl ia aparecer. Foi só quando ele soube que Axl estava no local que ele se juntou aos outros para sua última apresentação como membro da banda que foi, em sua maior parte, construída a partir de uma visão sua, suas músicas e seu estilo.

Era a porra da banda do Izzy. Izzy era o único no qual eu podia confiar para tomar uma posição em um segundo – a dele sempre se baseava no ponto de vista incontroverso que melhor servia à banda. Ele os mantinha com os pés no chão com sua postura rock n’ roll irrepreensível habitualmente mantida em seu modo de tocar e compor. Izzy tinha dado coração gelado para a alma quente da banda.

Quando a banda foi agraciada com o Rock n Roll Hall Of Fame, Izzy marcou uma reunião com Axl em um hotel de Los Angeles. Ele queria chegar a um acordo para que a banda original tocasse por uma última vez – fazer a porra da reunião ali naquele momento e depois dizer, ‘obrigado, tenham uma boa noite’. Depois de esperar por duas horas por Axl, ele foi de carro para sua casa em Ojai. Axl não deu as caras e tornara sua vida miserável mais uma porra de vez.

Uma banda é como uma molécula química. Nem todos os elementos são do mesmo tamanho, força ou energia, e a percepção nem sempre define a significância, mas remova o menor grão dela e a molécula entra em colapso. Quando Steven pirou e foi demitido, isso afetou a pegada da seção rítmica, o barato acabou, mas quando Izzy saiu, aquilo significava que a banda não era mais o Guns N’ Roses que eu conhecia e amava,a banda na qual eu me viciei. Era só como [na música] ‘Dust N’ Bones’ – ‘Just fuckin’ gone. ’

Como eu disse, se era de alguém, a banda era do Izzy.

[...]



Fonte: whiplash

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Slash: Ouça "World On Fire" na íntegra


Slash divulgou nesta sexta-feira (13) a íntegra de seu mais novo single, "World On Fire". A canção dá título ao terceiro álbum solo do guitarrista que chegará às lojas em setembro. Ouça a seguir "World On Fire":

Axl participa de comercial da Budweiser para a Copa do Mundo


Axl Rose fez uma participação especial no comercial da cerveja Budweiser, que lançou nesta quinta-feira (12 de junho) mais um vídeo da campanha criada especialmente para a Copa do Mundo.

O comercial, intitulado “O maior show da terra”, usa a música "Paradise City", do Guns N’ Roses, como trilha sonora, cuja a letra foi adaptada para o universo do futebol. O filme apresenta uma banda rock formada por quatro jogadores de futebol Hulk (Brasil) na guitarra, Maya Yoshida (Japão) na bateria, Gary Cahill (Inglaterra) no baixo e Samuel Eto'o (Camarões) no vocal. E ainda conta com a participação de Anderson Silva, atuando como segurança, e Axl Rose na plateia prestigiando a apresentação.

No final de vídeo, aos 2:07, Hulk joga uma palheta para o público, Axl, que está em pé no meio da multidão ao lado de algumas modelos, pega a palheta. Ele a usa para abrir a cerveja e levanta um brinde à banda.

Veja abaixo o vídeo da participação de Axl Rose no comercial da Budweiser:


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Slash comenta reunião de Duff com Axl


Slash falou sobre a reunião de Duff McKagan com Axl Rose em cinco shows que o Guns N' Roses fez na América do Sul, e também no Revolver Golden Gods Awards em Los Angeles, em abril. McKagan se juntou à banda para preencher a vaga do baixista Tommy Stinson, que estava em dois shows de reunião no festival Coachella, com o The Replacements.

Slash disse ao DailyStar.co.uk no início deste mês: "Isso na verdade não é grande coisa. Duff me disse que iria substituir, qual é mesmo o nome?".

Ele acrescentou: "É uma dinâmica diferente da minha relação com o Guns ou Axl. Eu não deixo isso me preocupar".


Fonte: whiplash.net

terça-feira, 10 de junho de 2014

Slash: Ouça trecho e veja capa do single "World On Fire"


Foi divulgado um trecho e a capa do single “World On Fire”, canção que dá título ao novo disco solo de Slash em parceria com Myles Kennedy & The Conspirators.

O álbum será lançado no dia 15 de setembro pelo selo Dik Hayd International (gravadora de Slash), com distribuição pela Roadrunner Records.

Confira abaixo um trecho de 30 segundos de “World On Fire” que foi liberado e a arte da capa da música.

Tracklist:
01. World on Fire
02. Shadow Life
03. Automatic Overdrive
04. Wicked Stone
05. 30 Years to Life
06. Bent to Fly
07. Stone Blind
08. Too Far Gone
09. Beneath the Savage Sun
10. Withered Delilah
11. Battleground
12. Dirty Girl
13. Iris of the Storm
14. Avalon
15. The Dissident
16. Safari Inn
17. The Unholy



domingo, 8 de junho de 2014

Guns N' Roses The Joint 07.06.2014 - Setlist, Fotos e Vídeos


O Guns N' Roses fez neste sábado (07) o último show de sua segunda residência em Las Vegas. A "No Trickery! An Evening of Destruction", como é chamada, foi realizada no The Joint no Hard Rock Hotel & Casino, com um total de nove apresentações. A primeira residência ocorreu em 2012, intitulada "Appetite For Democracy". Confira abaixo o setlist, fotos e vídeos:

sábado, 7 de junho de 2014

Guns N' Roses The Joint 06.06.2014 - Setlist, Fotos e Vídeos


O Guns N' Roses fez nesta sexta-feira (06) o oitavo show de segunda residência, "No Trickery! An Evening Of Destruction", no The Joint no Hard Rock Hotel Casino em Las Vegas. Confira abaixo o setlist, fotos e vídeos:

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Guns N' Roses The Joint 04.06.2014 - Setlist, Fotos e Vídeos


Confira o setlist, fotos e vídeos do sétimo show do Guns N' Roses no The Joint no Hard Rock Hotel Casino em Las Vegas. O show faz parte da segunda residência da banda, intitulada "No Trickery! An Evening Of Destruction".

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ex-manager acredita em reunião do Guns N' Roses em dois anos


Poderia uma reunião da formação clássica do Guns N' Roses acontecer nos próximos dois anos? Craig Duswalt, gerente da equipe de Axl Rose durante a 'Use Your Illusion Tour', acredita que isso possa acontecer.

Estes comentários vêm no encalço do lançamento do livro de memórias de Duswalt, "Welcome To My Jungle". Vendo como o tempo passou para o grupo, incluindo a última vez que a formação original fez uma turnê juntos, ele está intimamente familiarizado com as relações entre os ex-companheiros de banda.

Duswalt disse a ABC News Radio que ele acredita que as participações de Duff McKagan nos shows do Guns N' Roses, substituindo o atual baixista Tommy Stinson, seja o catalisador que acabará reunindo a formação original.

McKagan, mais recentemente, participou de um show com o Guns N' Roses em Las Vegas, e ele também se apresentou com o grupo em vários shows na América do Sul. "Duff está facilitando o caminho para abrir as portas de novo. Axl e Duff estão realmente se dando bem nos shows, por isso há essa abertura".

Apesar das boas vibrações entre Rose e McKagan, Duswalt reconhece que a relação mais fraturada é aquela entre Rose e o guitarrista Slash. Emendando essa ponte, será o último fator decisivo. Por que vale a pena, Slash não acredita que Rose o chame de volta em algum momento.

"Cerca de cinco anos atrás, Slash foi à casa de Axl um dia, e Axl não queria vê-lo. Nós pensamos por um momento, sim (a reunião poderia acontecer), mas depois a coisa ficou feia de novo e pensei: 'De jeito nenhum'."

Duswalt se aprofunda ainda mais sobre a animosidade entre Rose e Slash, reconhecendo que ele sabe "de fato, que eles se odeiam agora. Isso é mau. Axl é um cara leal e você conhece o seu lado ruim e algumas pessoas se afastam, mas Slash e ele estavam tão perto. Nós todos temos a sensação de que vai acontecer. Vai acontecer nos próximos dois anos...há uma possibilidade por causa de Duff, que voltou a tocar com Axl".

Nas duas últimas décadas, muitos se perguntaram exatamente o que precipitou a separação desagradável entre Rose e Slash. E embora Duswalt não mencione especificamente o incidente que criou um abismo entre os dois, as diferenças musicais e a direção da banda são alguns dos motivos.

"Foi uma coisa que aconteceu no final do ['Use Your Illusion']. Havia também as diferenças musicais. Slash queria fazer coisas mais hard rock e Axl queria fazer mais baladas, baladas de rock. Houveram essas diferenças, mas houve uma coisa específica que aconteceu que ambos estão em desacordo."




Fonte: Metaldailha

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Guns N’ Roses The Joint 31.05.2014 - Setlist, Fotos e Vídeos


Guns N' Roses fez neste último sábado (31) o sexto show de sua segunda residência em Las Vegas, "No Trickery! An Evening Of Destruction", no The Joint no Hard Rock Hotel & Casino. O show contou com a participação do baixista Duff Mckagan, que tocou o set inteiro. Havia rumores de uma possível participação de Izzy Stradlin nas apresentações dos dias 30 e 31 de maio, o que acabou não acontecendo. Confira abaixo o setlist, fotos e vídeos: