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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Fonte no Guns N' Roses confirma saída de Bumblefoot


Segundo o jornalista Gary Graff, uma "fonte confirmada" com o Guns N' Roses, revelou que o guitarrista Ron "Bumblefoot" Thal não está mais nada banda, e já faz algum tempo.

Disse: "Bumblefoot saiu no ano passado. Eu não entendo por que ele continua sendo evasivo sobre o seu status com a banda - ele saiu na América do Sul. Disse ao Axl que iria sair e que os shows de Las Vegas seriam suas últimas datas com a banda".

Bumblefoot revelou recentemente que estava focado em sua carreira solo após oito anos no Guns N' Roses. Porém, o guitarrista não confirmou oficialmente que não está mais banda, o que causou algumas críticas dos fãs.

Perguntado por Graff, no início desta semana, para esclarecer sua situação na banda, disse: "Essa é a coisa sobre a qual não estou falando. Eu acho que existem pistas suficientes aí fora para que você descubra o que eu estou fazendo agora."

Ele continua: "Sou um cara bem ocupado e estou curtindo tudo que estou fazendo, e eu acho que tudo que estou fazendo tem um futuro e um plano maior - o material solo, as outras bandas, a produção, os trabalhos de caridade e educacionais que estou fazendo. Essas são as coisas que eu amo e que realmente senti falta. Estou muito feliz colocando meu tempo nisso. É realmente o que eu deveria estar fazendo."

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Guns N' Roses está seguindo em frente após saída de DJ Ashba, diz Frank Ferrer


Em bate-papo no The Geoff Lenox Show, o baterista Frank Ferrer desmentiu os rumores que diziam que o Guns N' Roses poderia "dar uma pausa", e que este teria sido o motivo da saída de DJ Ashba: "Não temos nenhuma outra novidade, a não ser que estamos seguindo em frente. Mas isto não é nada realmente novo. Há um projeto em andamento e está acontecendo, é o que posso dizer".

Depois Frank completa: "Não falei com Ashba, mas aparentemente ele quer apenas fazer outras coisas, o que é muito legal. Acho que tudo que ele disse na carta de despedida é real. Ele mantém uma relação muito boa com os outros integrantes da banda e com Axl, tudo está em ordem".


Fonte: whiplash.net

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dj Ashba anuncia saída do Guns N’ Roses


Dj Ashba anunciou em carta aberta que não é mais o guitarrista do Guns N' Roses. Confira abaixo o comunicado oficial onde Ashba confirma sua saída da banda.

Para todos e cada um de vós,

6 anos atrás, recebi um telefonema que mudou minha vida para sempre. A chamada era de um querido amigo meu (Katie McNeil-Diamond) que estava trabalhando com Guns N’ Roses. Era uma oferta para uma audição para Axl Rose e ganhar um papel na indiscutivelmente a maior banda de rock do meu tempo. Enquanto eu pensei que era um long-shot completa, eu decidi ir em frente e dar-lhe uma tentativa. Muito para o meu choque e surpresa, eu tenho o show. E assim começou a jornada mais incrível que eu poderia ter imaginado. Fui abençoado com a oportunidade de não só trabalhar com uma das bandas mais talentosos, mas também para dividir o palco com uma lenda viva e um ser humano verdadeiramente talentoso, Axl Rose. A quantidade de confiança que depositaram em mim Axl era realmente emocionante e verdadeiramente definir-carreira. Nos anos que se seguiram eu viajei o mundo várias vezes e jogado estes incrível músicas noite após noite para as multidões mais entusiastas e amorosos. Como você pode imaginar, as amizades que foram forjadas durante esse tempo eram profundos e de longa duração. Mas a mais bela surpresa de todas foi VOCÊ ... os fãs. Você me acolheu em suas vidas com os braços abertos e me mostrou o amor e apoio que eu só poderia ter sonhado. Desde a primeira vez que eu pisei no palco e começou a tocar "Welcome To The Jungle", e sentiu a multidão entrar em erupção, eu sabia que minha vida nunca mais seria a mesma. Eu não vou mentir ... eu estava apavorada !! Mas você era assim que aceitar. Você imediatamente virou meu medo em orgulho. Por isso, estou realmente grato.

Portanto, agora é com um coração muito pesado e ainda grande orgulho que anuncio que eu decidi fechar este capítulo da minha vida e encapsular os momentos maravilhosos que eu tenho compartilhado com Guns N’ Roses em boas lembranças. Cheguei a um ponto em minha vida onde eu sinto o seu tempo para me dedicar a minha banda Sixx:A.M., minha esposa adorando e família, e para as muitas novas aventuras que o futuro reserva para mim. Eu sempre fui impulsionado pela minha paixão por criar música e Sixx:A.M. tem sido sempre um lugar onde eu posso me expressar com honestidade e compartilhar essa paixão com meus dois irmãos e companheiros de banda, Nikki Sixx e James Michael. Como você sabe que eu também tenho sido abençoado com o amor e apoio de minha esposa incrível, Naty, que esteve ao meu lado durante grande parte desta incrível jornada.

Quando eu sento aqui escrevendo esta carta, eu quero tirar um momento para agradecer Axl, do fundo do meu coração, não só para a experiência mais incrível da minha vida, mas para realmente acreditar em mim. Você é um verdadeiro amigo e um campeão de meu e eu sou eternamente grato. E mesmo enquanto eu passar para perseguir outros empreendimentos, eu sempre continuará sendo um dos seus maiores fãs. Eu também gostaria de agradecer a cada um de vocês fãs por seu amor e apoio ao longo dos anos. Sem você eu não sou nada. Por favor, saibam que eu não tomo um minuto de esta incrível vida para concedido.

Espero que todos vocês se juntar a mim como eu seguir em frente. Vamos conquistar o mundo juntos!

Com amor e respeito, Dj Ashba






domingo, 26 de julho de 2015

Steven Adler: "ninguém sabe o nome do atual baterista do Guns N' Roses"


No último dia 23 de julho, o ex-baterista do Guns N' Roses, Steven Adler, falou sobre diversos assuntos, incluindo alguns ligados a sua ex-banda.

Perguntado sobre como ele se sente sobre o fato das pessoas lembrarem dele apenas como baterista da formação clássica do Guns N´ Roses, Adler é enfático:

Mas é o que eu sou. Qual é o problema? É lógico que eu sempre serei lembrado apenas por ter sido baterista do Guns N' Roses, e não há nada de errado com isso.

O baterista continua:

Seja sincero, você sabe o nome do atual baterista do Guns N' Roses? Eu não sei, você não sabe, ninguém sabe. Porque eu sempre serei o baterista mais lembrado quando o assunto for Guns N' Roses. Pra você ter uma ideia, eu só descobri o nome do Matt Sorum há um tempo atrás quando ele me ligou. Brincadeira. Te amo, Matt.

Adler falou ainda sobre a reputação de "sexo, drogas e rock n' rol" que o Guns N' Roses vivia nos anos 80:

Aquilo era um estilo de vida. O nosso estilo de vida. Naquela época, não havia programas de TV como o ¨Behind The Music¨, onde artistas explicam como ficaram decadentes em virtude dos excessos ora cometidos. Nós não tínhamos essas informações sobre nossas bandas favoritas. Não sabíamos se eles estavam doentes pelo estilo de vida que eles levavam. Por isso não tomávamos cuidado, vivíamos no limite, porque nós éramos aquilo, não era encenação. Era algo como: ¨Se você quer ser uma estrela do rock n´ roll, é assim que deve se portar¨. Mas é claro que isso é um equívoco completo, porque o rock n´ roll torna-se muito mais divertido e emocionante quando você está sóbrio.

E Adler não parou por aí:

Veja bem, em primeiro lugar, quando você é jovem, um adolescente tímido tentando encontrar a si mesmo, você erra. Quando você se dá conta, está exagerando na ingestão de bebidas alcoólicas apenas para criar coragem de falar com as garotas. A princípio, é gratificante. Mas depois, quando se torna um círculo vicioso, e a sua vida começa a degringolar, você percebe que tudo isso é apenas perda de tempo. Eu desperdicei 20 anos da minha vida fazendo essa merda. Eu daria tudo pra ter esse tempo de volta, mas infelizmente não é possível. A única coisa que posso fazer é viver o hoje, da melhor maneira que puder.


Fonte: whiplash.net

sábado, 25 de julho de 2015

Guns N' Roses: Confira entrevista de 1988


Na semana em que se comemora os 28 anos do lançamento de “Appetite For Destruction”, do Guns N' Roses, revisitamos uma entrevista feita em 1988 – ano em que o disco finalmente chegaria ao topo das paradas – para Bill Holdship, da revista SPIN. Em meio à polêmica da capa original do LP, a reputação de noiados dos integrantes e a prisão de dois membros sob acusação de estupro, o jornalista acabara descobrindo que eles eram na verdade jovens muito afáveis.

Traduzido por NACHO BELGRANDE

[…]

Se você não se informar, você jura que o Guns N’ Roses é apenas mais uma banda da cena do metal de LA, tentando ser os mais novos e devassos sujeitos do pedaço, esperando eventualmente formar uma corporação e que possam comprar shopping centers e tudo mais – e que não sabem o que é um riff de rock decente nem que se esfregue-o na cara deles.

Antes de eu mudar para LA, mais de um ano atrás, o nome do Guns N’ Roses já corria pelas ruas, e apesar de eu não saber nada sobre a música da banda na época para poder lhe contar, não foi difícil descobrir que a capa do LP de estreia deles, “Appetite For Destruction”, havia ofendido muita gente com sua imagem de estupro [tanto que a gravadora Geffen lançara uma segunda capa].

Claro, havia muito sendo falado sobre eles em outros campos também. Quando a banda tocou em um enorme concerto beneficente com um elenco de astros do heavy metal sob o nome ‘The Party Ninjas’, eles supostamente roubaram a cena. Quando Alice Cooper tocara recentemente em Long Beach, três membros do GN’R subiram ao palco com ele para o bis, ‘Under My Wheels’, o que muitos disseram ter sido o único destaque do show [Cooper acabou por levar a banda para o estúdio para regravar a faixa]. Claro, nada disso por soar como grande coisa, considerando a competição, mas daí eu me encontrei com um cara que eu conhecia e que estava saindo de uma festa bem cedo apenas para ver a um show do Guns N’ Roses.

“Eu não sabia que você gostava de heavy metal”, eu disse [tipo, a banda favorita de todos os tempos desse cara era o MISSION OF BURMA]. “O Guns N’ Roses não é heavy metal”, ele respondeu. “Acredite em mim, eles não são. ”

E quer saber? Ele estava certo. Ah claro, Appetite For Destruction parece totalmente irresponsável socialmente, machista e totalmente repreensível por vezes. Mas quer saber o que mais? A música é excelente. Esses caras desfilam suas influências com orgulho como se fossem bandeiras – e todas as influências estão obviamentw ali, não somente o Aerosmith, Led Zep, Alice Cooper antigo, e Black Sabbath, mas também NY Dolls, Stones, Ramones, Cheap Trick, Iggy e os Pistols, assim como Bo Diddley, cujo clássico riff cria “Mr. Brownstone” do GN’R. Esses caras tocam ‘Heartbreak Hotel’ ou ‘Jumpin Jack Flash’ ao vivo de vez em quando.

As guitarras de Izzy Stradlin e Slash estão mais interessadas em tocar melodias e riffs de rock do que em demonstrar seus Eddie Van Halenismos – e o resultado é bem impressionante em ambos os casos. A cozinha com o baixista Duff McKagan e o baterista Steven Adler obviamente já escutou a MC5 por aí. E o vocalista e ponto de foco da banda, W. Axl Rose – ou apenas Axl – é um homem de mais vozes do que qualquer vocalista de hard rock da história recente. Esse é um disco que pode fazer de fato com que você queira tocar guitarra imaginária de novo.

Há algo mais de diferente no Guns N’ Roses. Apesar de suas músicas serem sobre a década que se associa a Hollywood, também parece haver um sobretom estranho e moralista em algumas. Ou pelo menos uma música como ‘Welcome To The Jungle’ reflete mais o cenário pornográfico em volta da banda de jornais que eu geralmente frequento do que qualquer outa música que eu consiga lembrar.

O Guns N’ Roses parece estar compondo sobre as coisas que eles vêem na cidade, mas não necessariamente as glamourizam. ‘Mr. Brownstone’ pode ser interpretada tanto quanto uma ode anti-heroína como uma saudação à droga, e porra, você pode dizer a mesma coisa sobre ‘Heroin’ do Velvet Underground. Mesmo os excessos celebrados em ‘Its So Easy’ parecem ser transmitidos com uma indiferença passiva. Um forte regime de decadência pode ficar muito chato, ou pior. E letras como ‘Take me down to Paradise City, where the grass is green and girls are pretty’ não são exatamente sua celebração padrão do sleaze, enquanto algumas das canções de amor de Axl [‘Sweet Child O’ Mine’, ‘Rocket Queen’] revelam um coração pulsante por debaixo do exterior hardcore. Além disso, se eles de fato fossem um bando de desclassificados… bem, nós não deixamos de escutar a ‘Paint It Black’ apenas porque Keith Richards tomava nos canos.

Ainda assim, há essa imagem de reputação com as quais há de se lidar. O pessoal da Warner, selo que comanda a gravadora do GN’R, escreveu cartas repulsivas a eles sobre a capa do disco. Esses caras desfrutam de má reputação até entre seus colegas, e não conseguem entrar em certas turnês como resultado. O AC/DC ofereceu a eles a abertura de uma tour, mas queria segurar o pagamento pelas primeiras três semanas, e daí tirá-los da turnê ao fim desse período; eles recusaram a oferta. Os organizadores da vindoura turnê Monsters of Rock desse verão [Com Van Halen, Judas Priest, Metallica, etc.] não quiseram nem saber da banda. “Mas enfim, o que é que eu vou fazer a eles? ” questiona o guitarrista Slash, cujos olhos só aparecem de vez em quando detrás de sua montanha de cabelo tipo Joey Ramone. “Vou viciar o baixista do Van Halen ou do Judas Priest em alguma droga? Somos apenas um bando de moleques, você sabe. ”

Três desses jovens – Slash, Izzy e Duff – estão sentados num silencioso restaurante mexicano em Sunset Boulevard, conversando com um cara mais velho que gosta da música deles, mas não entende a imagem deles [Axl, mantendo sua aura mística, não aparece para o papo, apesar de ter prometido telefonar depois]. Eles têm entrado e saído de bandas desde os 14 anos de idade, o que foi 10 anos atrás. Nenhum deles é originalmente de Los Angeles, apesar de Slash ter se mudado para cá vindo da Inglaterra com seus pais anos atrás. Axl e Izzy ambos imigraram de Indiana, enquanto Duff é de Seattle.

A banda se formou para dar um show de 50 dólares em Seattle três anos atrás – depois de pegarem carona pelo deserto após seu carro quebrar – e seguiu a partir dali. Um ano depois, eles estavam com um contrato com uma gravadora, sem empresário, negociaram eles mesmos o acordo, algo bastante incomum para esse ramo. Eles afirmam que estão em uma banda de verdade e que são excelentes amigos entre si, criam tudo juntos e são um esforço conjunto, e se concentram muito em sua música. E – eu odeio ter que matar a ilusão aqui, mas – eles são sujeitos legais [‘Você não vai imprimir isso, vai? ’ um dos divulgadores deles me pergunta na manhã seguinte] … ou pelo menos eles estão querendo me impressionar demais. Claro, eles gostam de beber muito, mas até aí os Replacements de Dean Martin também.

Mas então por que a reputação de ‘bad boys’?

“Eu não sei, ” diz Slash. “Porque bebemos e usamos seja lá o que for, e somos basicamente pessoas comuns ao ponto que eu acho que acaba ofendendo aos outros. ”

“Eu fico imediatamente constrangido quando essa imagem vem à tona”, diz Duff. “Muitas bandas pensam: ‘Beleza, pegamos fama de ‘bad boys’ essa semana’, mas somos apenas uma banda de rock n’ roll. Muitas das coisas que acompanham isso nos proporcionam vantagens de vez em quando. Estávamos fazendo tudo isso antes de estarmos na banda. Não tentamos criar nenhum tipo de imagem. Ela foi criada para nós. A decadência foi jogada em cima dessa banda. ”

“Bem, algumas daquelas festas nas antigas eram bem brabas”, ri Izzy.

“Você já ouviu a algumas daquelas histórias antigas dos Stones, certo? ”, pergunta Slash. “Foi meio que a epítome daquilo. A coisa é, nós não engolimos nada dos outros, e nunca nos conformamos com os padrões de outras pessoas, e a maioria das pessoas com as quais tivemos que lidar na época ouviam nosso ‘Vai se foder’. Então foi tipo ‘meu deus! ”

“Mas não foi de pirraça”, explica Duff. “Foi só o jeito que estávamos acostumados, mas a indústria e a gravadora não estavam. ”

“Se eu me lembro direito, eles quiseram nos dispensar a certa altura”, conta Izzy. “Cerca de um ano depois de nos contratarem. ”

Slash: “Bem, o que aconteceu é que ficamos inquietos. Nós somos contratados, eles nos dão um monte de dinheiro, nos colocam em um apartamento, nós não podemos sair e fazer shows – então ficamos entediados, e começamos a usar muita droga, beber demais, quebrar casas. Cada um de nós ficou com 7500 dólares – o que ninguém aqui nunca tinha tido no bolso. ”

Izzy: “Enfiamos o pé na jaca por duas semanas. ”

Slash: “E simplesmente todo empresário que conhecemos ficou cagando nas calças de medo da gente. E tava feio. Não conseguíamos evitar isso. Estávamos entediados. Então começamos a fazer merda. Mas finalmente nos organizamos e demos a ele o que eles queriam. ”

Izzy: “Daí agora todos eles nos amam. ”

E quanto às acusações de estupro?

Slash: “Nada demais. O que aconteceu foi que Axl e eu estávamos com duas minas, e elas entraram em uma situação sexual e decidiram prestar queixa de estupro. Eu e Axl tivemos que pegar ternos emprestados um dia para ir até a delegacia e nos entregarmos por causa dessa merda – e daí quando a coisa engrossou mesmo, elas retiraram as queixas porque era mentira. Não fizemos merda nenhuma com elas. ”

Izzy: “Acabou que nosso baterista tinha comido a mãe de uma delas, então era uma história meio complicada. ”

Eles se identificam com a cena do metal?

Izzy: ‘Temos encordoamento de metal nas guitarras. É a única similaridade que temos. ”

Slash: “É tipo esse novo cliché dizer, ‘Não somos uma banda de heavy metal. Somos uma banda de rock n’ roll’. O Poison e todo mundo diz isso, então eu nem posso mais dizer isso. Mas a verdade é que quando o rock era jovem e tudo mais, as bandas eram autênticas e sinceras – a única porcaria era o ramo musical em si. Mas agora, para vender, as bandas aceitam o que a gravadora quer, e as revistas agem de acordo com o que está vendendo, então elas se juntam para criar algo como toda essa modinha de merda. Quero dizer, basta você olhar, e ver, ‘Porra, é tudo tão forjado’. Quer dizer, claro que somos um produto do som com o qual crescemos, seja lá qual ele tenha sido. Mas é assustador porque as próximas gerações do rock – já ficou assim – vão ser um bando de imbecis, porque essas bandas não estão fazendo nada que seja interessante ou sequer educativo a nível de rock. É tudo lixo.

“Digo, você não pode estar em uma banda de rock n’ roll e suas raízes serem de até cinco anos atrás. Que porra é essa? Como resultado, agora temos bandas como o Kingdom Come, e o Led Zeppelin deles…”

Izzy: “… regurgitação. ”

A coisa mais irônica nessa entrevista é que esses caras acabaram sendo bastante amigáveis. Mesmo com os fetiches por Johnny Thunders e tudo mais. Eles são passionais por certo tipo de música de um modo que eu já fui antes, e eles são impressionantemente não-deslumbrados, apesar do tamanho que chegaram a ficar. E todas as indicações o mostravam como infalíveis cuzões.

Duff: “O que fica na minha cabeça na maioria das vezes em que vou dar entrevistas é o porquê de alguém querer saber sobre mim e o que se passa pela minha mente. Eu não entendo que seja apenas porque somos uma banda de rock. Estamos apenas tocando. ”

Slash: “No esquema geral das coisas, nós e outras bandas somos bastante insignificantes quando olhamos para o resto do mundo. E as bandas que pensam que são o centro do universo, isso me enoja. Basicamente, o rock n’ roll é um afrodisíaco para as pessoas que têm empreguinhos normais e tudo mais, e é o flerte delas com a liberdade total e com a anarquia e seja lá o que signifique ouvir a rock n’ roll. Mas se sumíssemos amanhã e o Guns N’ Roses sumisse amanhã, ninguém vai ligar a mínima [todos riem]. ”

Duff: “E também, nós tocamos em alguns lugares bem grandes, e todo mundo ficou louco, e nós olhamos um para o outro, e é tipo, ‘Pra quê tudo isso? ’ E daí temos que dar entrevistas e tudo, as pessoas levam isso bem a sério e te cercam – daí você responde no mesmo tom, ‘Por que é que você quer saber disso? Isso é ridículo. ’ E talvez seja uma banda que seja diferente das que têm aparecido faz um tempo, o que eu acho que somos. Mas até aí, abraçar tanto a coisa e achar que você é…”

Izzy: “…isso tudo…”

Duff: “… e algo como o Golfo Persa não importar…”

Como eu disse antes, adoráveis.

UM TELEFONEMA DE AXL:

Me disseram que você está fora de controle.

“Eu? Bem, talvez fora do controle deles. ”

Você acha que a gravadora fez com que vocês manufaturassem rebeldia?

“É meio estranho, porque apenas estamos sendo nós mesmos, mas ao mesmo tempo, essas imagens de ‘bad boys’ tendem a vender bem. Então, eles capitalizam em cima disso, e eu acho que a indústria pode não saber como lidar com isso porque ela tem lidado com bandas enlatadas faz anos. Mas daí há algumas bandas que projetam um tipo de imagem do que vivem e da vida que levam, mas não é algo que elas de fato pratiquem. Elas tendem mais a ficar em casa. Eu fico muito em casa, de modo que eu não saia e entre em alguma roubada com a qual eu necessariamente não queira me envolver. ”

Heavy Metal?

“Gostamos de vários tipos de música. O que acabou transparecendo naquele disco é que as músicas que compusemos são aquelas com as quais nós mais nos divertimos. Não chamamos aquilo de heavy metal, mas de hard rock. Nós fizemos dois shows em Anaheim recentemente nos quais fizemos uns lances meio country e rolou muito, muito bem. Temos coisas acústicas gravadas para o próximo disco, eu acho que teremos uma gama muito ampla de coisas para oferecer às pessoas – mas sem privar o som de guitarras altas porque isso é algo do qual eu sou fã. No momento, minhas músicas favoritas são ‘Man In The Mirror’, de Michael Jackson, e ‘Fab’, de George Harrisson – então eu tento me manter aberto a todos os tipos de coisa. Não é cool no mundo do rock curtir a George Michael, mas ele fez coisas excelentes em seu último disco. ”

“It’s So Easy”

“E é fácil mesmo. Se você quiser desaparecer por um tempo, e daí voltar, logo na primeira noite, quer você queira ou não, já está lá – 200 pessoas na sua frente com isso e aquilo. ‘Aqui, cheira um pouco aqui, eu tenho heroína…’ Você pode escolher fazer ou não, e se não o fizer, fica meio estranho. Mas às vezes é meio deprimente. ”

Sobre responsabilidade:

“Meio que me surpreendeu ver tantos jovens vindo ao show. Nada contra os jovens, mas não compusemos nossas músicas com ninguém em mente senão as pessoas sobre as quais estávamos escrevendo e a cena de Hollywood. E, em Hollywood, a maioria das casas noturnas não permite menores de 21 anos, então não estávamos escrevendo para garotada. Eu não estou encorajando um moleque de 13 anos a usar drogas. Apenas estávamos escrevendo sobre algo que ocorrera em nossas vidas. É estranho que é quem venha aos shows, e eu me pergunto onde estão as pessoas mais velhas estão, mas eu até que sei: elas vão a shows de Bruce Springsteen porque eu não estou escrevendo sobre as coisas que ele escreve. Eu não estou escrevendo sobre ter um emprego no Meio-oeste e coisa e tal. ”

Outras curiosidades:

Ele escreve sobre ‘coisas que de fato aconteceram’; sua namorada [e tema de ‘Sweet Child O’ Mine’] é a filha de Don Everly; ele toca piano; e ele começou a cantar aos cinco anos de idade, mas nunca quis ser cantor porque não gostava de sua voz. E quanto à infame capa do disco? “Era um cartão postal chamado ‘Appetite For Destruction’ que eu achei e mandei de brincadeira, e os outros caras curtiram. Eu tinha o visto em um livro antes, e gostei da ilustração porque eu sou fã desses quadrinhos estranhos, pornográficos do underground. E daí isso virou que estávamos incentivando estupro e tudo mais. ”

“Eu não consigo acreditar que todo mundo tenha feito tanto barulho por causa de um cartão postal”, diz Izzy.

Slash me convence a dar uma carona a ele e sua namorada [ele mora em um motel da rede TraveLodge] para a casa em Hermosa Beach. Ele me diz que, sendo novato com esse lance de status de celebridade [“Tínhamos que sair procurando por drogas, agora o povo quer enfiar elas na gente”], ele eventualmente teve que sair de Hollywood para manter as coisas sob controle. Ele faz com que eu me perca nas pistas expressas da Califórnia por mais de duas horas. “Desculpa. Cara. Eu sempre estou chapado quando saio de Hollywood, então eu esqueço o caminho. ” Ambos concordamos que quase toda música na estação de rádio especializada em heavy metal que está tocando ao fundo soa igual, e que a versão de ‘Johnny B Goode’ do Judas Priest não tem nada a ver com a de Chuck Berry.

© Bill Holdship, 1988


Fonte: whiplash.net

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Em 17/07/1992: Guns N' Roses e Metallica começam turnê conjunta


O Guns N' Roses estava há cerca de um ano e meio adentro de sua turnê de quase 30 meses para promover os ‘Use Your Illusion’ quando se aliou ao Metallica para uma empreitada de dois meses e meio pela América do Norte no verão de 1992. Os titãs do Metal também estavam bem calejados de estrada: àquela altura, eles estavam em turnê para divulgar seu monstruoso sucesso de disco, ‘Metallica’, de 1991.

Ambas estavam na ponta dos cascos e já um pouco cansadas de chão quando decidiram fazer 26 shows a começar no dia 17 de julho de 1992. Tudo teve início no RFK Stadium de Washington, onde as duas bandas preencheram seus sets com músicas de seus álbuns mais recentes, clássicos de catálogo e até alguns covers de seus artistas favoritos.

Era a turnê dos sonhos… ou seria dos pesadelos?



Não demorou muito até que o caldo entornasse. No dia 8 de agosto, no oitavo show, durante a parada no Estádio Olímpico de Montreal, o frontman do Metallica, James Hetfield sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em seu braço esquerdo depois de ter pisado na boca de um canhão pirotécnico. Eles acabaram cancelando a segunda parte de seu set naquele dia.


Mas ao invés de subir ao palco mais cedo para acalmar a crescentemente agitada plateia, o Guns N' Roses – uma banda não conhecida por honrar programações e horários com muito afinco – começou atrasado. Eles diriam depois que a equipe técnica ainda não havia tido tempo para ajustar os monitores do grupo, então eles não conseguiam se ouvir enquanto tocavam. Para acabar, o vocalista do GN’R, Axl Rose, alegou uma dor de garganta, o que levou a banda a encurtar seu show.

Tal como em um show em St. Louis um ano antes, os fãs não aceitaram isso muito bem. Eles foram às ruas de Montreal e pilharam, atearam fogo, saquearam lojas e agiram como o tipo de gente sobre a qual conservadores alertavam pais de família em 1958.

A turnê recomeçou duas semanas depois no Arizona, com Hetfield trajando um enorme curativo e um guitarrista base temporário com o Metallica no palco. Ela finalmente se encerraria no dia 6 de outubro com um show no Kingdome em Seattle. Rumores tem persistido há anos de que aquela foi uma manobra financeiramente lucrativa para o Metallica, que continuaria sua turnê ‘Wherever We May Roam’ até o meio de dezembro de 1992.


Já o Guns N’ Roses, supostamente perdeu dinheiro nesse trecho da turnê. Não que importasse muito. Eles ficariam na estrada por mais nove meses, finalizando sua peregrinação por 27 países no dia 17 de julho de 1993, como um show em Buenos Aires, Argentina.


Fonte: whiplash.net