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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Matt Sorum: "Velvet Revolver foi meu trabalho de maior sucesso depois do Guns N’ Roses"


Em entrevista para o G1 Matt Sorum, ex-baterista do Guns N' Roses, disse que Velvet Revolver é banda da qual ele mais se orgulha e que foi o responsável por convidar o ator Charlie Sheen para ser o mestre de cerimônias do Rock N Roll All Stars no Metal Open Air. Confira abaixo a entrevista.

G1 – Matt, você já esteve no Brasil diversas vezes, pode-se dizer que você conhece o país – ao menos as cidades maiores. Mas agora você vai tocar num lugar diferente, outra região. Estava sabendo disso? 
Matt Sorum – Sim, eu ouvi falar, e é quente lá também. Eu acho isso legal! Vai ser algo grande, algo como 80 mil pessoas, será que é verdade?

G1 – Ouvi dizer que o seu primeiro show com o Guns N’ Roses foi aqui no Brasil, no Rock in Rio de 1991. Além da caipirinha, que lembranças você guarda daquela passagem por aqui?
Sorum – Eu lembro de que, quando chegamos ao aeroporto, tinha uns mil garotos – e, em frente ao hotel, uns dois mil... Eu me lembro de ter me sentido um cara dos Beatles ou algo do tipo. Eles corriam atrás de mim na rua. Foi selvagem!

G1 – Mas foi, mesmo, o seu primeiro show com a banda?
Sorum – Sim, sim. Bem, teve alguns... Não, não. Foi o primeiro. Tiveram uns showzinhos, mas, é, foi meu primeiro grande show.

G1 – Você já disse em entrevistas que, hoje em dia, prefere fazer shows para se divertir – e não para ganhar dinheiro ou coisas assim. Seu argumento: “Não tenho mais 20 anos de idade”. O que quis dizer com isso? 
Sorum – Eu acho que quando você é novo, um garoto, existe um monte de loucura rolando. Estou nessa há muito tempo, e eu prefiro agora manter a vibração boa, todo mundo feliz, sem drama, sem brigas. Eu quero, tipo, que todo mundo se divirta tocando música. Eu quero distância de me sentir daquele jeito [como no passado].

G1 –Então, tocar com o Rock N Roll All Stars está exatamente de acordo com seus planos atuais, não é? 
Sorum – Sim. Eu posso sair e eu posso fazer isso. E isso realmente vai ser uma experiência divertida, porque eu não posso mais tocar com esses caras a toda hora, não posso tocar com Steve, Billy Duffy, Joe Elliott, Gene Simmons, então... Todos nós estaremos juntos, vamos tocar umas músicas. Isso provavelmente não vai acontecer de novo, ou não com essa escalação em particular. Talvez, a gente queira levar isso à Europa... É simplesmente uma experiência única na vida, não só para as bandas, mas também para os fãs. Vai ser muito legal. Vamos todos estar juntos no palco. Eu nunca vi isso, dessa forma, acontecer na América do Sul. Isso é maior do que imenso.

G1 – Por outro lado, todos os caras do Rock N Roll All Stars são muito célebres. Como vocês lidam com toda essa popularidade, o que vocês fazem para evitar conflitos?
Sorum – Eu acho tranquilo. Todos nós estamos muito empolgados por fazermos isso juntos. Você sabe, Gene é um headliner, Joe Elliot e os outros abaixo – todo mundo sabe quem é quem, e quem está feliz por estar lá. É uma grande banda, vamos tocar só grandes músicas. E vai ser tranquilo, não teremos nenhum conflito de personalidades de nenhum tipo.

G1 – E qual das bandas originais dos membros do grupo é sua predileta?
Sorum – Bem, eu não posso dizer isso, todos são meus favoritos, eu amo todos. Mas... tem bandas que eu amo, e os caras, como Joe e Gene. Mas eu cresci ouvindo Kiss, eu cresci ouvindo Deep Purple... Estar no palco com caras que vieram dessas bandas é um deleite, caras como Glenn Hughes, caras como Gene Simmons. O primeiro show que vi na minha vida foi do Kiss.

G1 – O primeiro? 
Sorum – Sim...

G1 – Quantos anos você tinha?
Sorum – Eu tinha 16 anos de idade.

G1 – Você morava em LA? 
Sorum – Estar no palco com aqueles caras vai ser uma honra para mim. Não apenas mantemos vivo o rock and roll tradicional. Vai ser incrível, vamos tocar músicas com as quais cresci e músicas das bandas em que já toquei. Eu não vejo a hora.

G1 – Das bandas das quais você participou, qual a de que mais se orgulha?
Sorum – Bem, provavelmente Velvet Revolver, porque eu ajudei a formar. Eu era membro original, não entrei para substituir ninguém. E porque fez bastante sucesso. [Foi] Meu trabalho de maior sucesso depois do Guns N’ Roses, acredite ou não. Nós vendemos muitos discos, não tantos quanto Guns N’ Roses, mas nos negócios no rock’n’roll, foi [um bom desempenho]. Foi o verdadeiro auge da minha carreira.

G1 – Você já tocou com grupo brasileiro Chiara Rocks, que toca rock and roll, hard rock. Mas queria saber se você gosta de algum outro tipo de música feita no Brasil, sem ser rock’n’roll.
Sorum – Claro, samba antigo, Sergio Mendes... Joam [demora um pouco para conseguir]… O cara que escreveu “The girl from Ipanema”.

G1 – Tom Jobim.
Sorum – Isso! Jobim, é. Eu adoro o Jobim. E, você sabe, Sepultura! (risos)

G1 – Você sabia que o Charlie Sheen foi convidado para o festival para ser o mestre de cerimônias do Rock N Roll All Stars? 
Sorum – Eu convidei Charlie.

G1 – Como foi isso?
Sorum – Ele é meu amigo. Eu estava na casa dele, vendo o Superbowl.

G1 – Ao anunciar o nome de Charlie, o evento dizia que ele é ator mais 'rock’n’roll do mundo'. Concorda?
Sorum – Ah, sim. Ele é como um rock star, com certeza.

G1 – E por quê?
Sorum – Muitas garotas, muitas atividades extracurriculares.

G1 – Vocês são amigos há quanto tempo? 
Sorum – Vinte anos. Ele é um grande, grande fã de Guns N’ Roses.

 Fonte: G1

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