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segunda-feira, 16 de março de 2015

Slash estampa a capa da edição de março da Rolling Stone Brasil


A edição de março da Rolling Stone Brasil apresenta na capa o guitarrista Slash, que neste mês faz diversos shows pelo país. Em entrevista exclusiva, o músico fala sobre toda a carreira, desde o apogeu com o Guns N’ Roses até os dias atuais, tocando na companhia da banda The Conspirators. Dono de uma personalidade tranquila, Slash conta que não apreciou os anos em que sua antiga banda estava no auge do sucesso. “Quando o Guns se tornou grande de verdade, só comecei a usar muita droga e a me esconder. Eu detestava aquilo”, revela.

Além da entrevista, a revista conta ainda com um panorama da carreira solo de Slash (que pode ser lido na íntegra, abaixo) e uma pensata sobre os 30 anos do Guns N’ Roses, completados neste mês.

Na mesma edição há uma reportagem especial sobre a crise hídrica em São Paulo, com as previsões de especialistas sobre o que ocorrerá com a cidade caso o pior cenário venha a se concretizar nos próximos anos. Há também uma entrevista com o ator e comediante Chris Rock, unanimidade no stand-up norte-americano, reportagem sobre os múltiplos projetos de Caio Blat, entrevista com o humorista Paulo Gustavo, perfil de Kid Vinil e um guia para aproveitar o melhor do festival Lollapalooza

Tradicionalmente, no mês de março, a Rolling Stone Brasil publica o Especial Mulher. Neste ano, o pacote tem uma entrevista com a Rainha do Pop, Madonna, que fala sobre seu novo disco e o preconceito contra a idade; as mulheres que estão mudando a cena do rap no Brasil; discografia Elis Regina e muito mais.

A edição 103 da Rolling Stone Brasil, março/2015, chega às bancas nesta terça, 17.



Caminho Próprio
Os trabalhos de Slash pós-Guns N' Roses revelam inventividade
Por Paulo Cavalcanti

É possível dizer que Axl Rose nunca precisou sair em carreira solo, porque manter um Guns N’ Roses com músicos assalariados é o sufi ciente para ele – afinal, ainda que não tenha o alcance vocal de antigamente, é na voz de Axl que o público reconhece as canções do grupo. Além disso, depois de todo o drama que foi a concepção, a gravação e o lançamento do disco Chinese Democracy (2008), o vocalista não se sentiu impelido a entrar em estúdio com a configuração do Guns que mantém na estrada. Já para Slash, não sendo cantor, é mais pungente a necessidade de criar material novo para não ter de depender de glórias passadas, como Axl insiste em fazer.

A jornada do guitarrista sem o Guns começou em 1994, quando ele ainda estava oficialmente na banda. Para combater a inatividade do grupo titular, ele formou o projeto paralelo Slash’s Snakepit, que tinha a participação de Matt Sorum e Gilby Clarke, outros insatisfeitos com o Guns. Em fevereiro de 1995, eles lançaram o álbum It’s Five O’Clock Somewhere, que continha basicamente canções de Slash rejeitadas por Axl – o vocalista achou que elas não serviam para entrar nos discos do Guns. It’s Five O’Clock... obteve uma vendagem respeitável e incentivou o guitarrista a seguir com seus projetos.

Em outubro de 1996, Slash saiu oficialmente do já moribundo Guns N’ Roses. Ele ainda gravou um segundo álbum com o Slash’s Snakepit, Ain’t Life Grand (2000), que não foi tão bem recebido quanto o primeiro. Não demorou muito: a banda acabou chegando ao fim.

Slash, no entanto, não permaneceu parado. A ânsia do músico por continuar compondo e permanecer nos palcos sempre foi maior que a força da inércia. E a empreitada seguinte integrada por ele causou bastante burburinho: o Velvet Revolver, um dos primeiros grandes supergrupos do milênio. Além de Slash, o Velvet tinha em sua formação os ex-Guns Du McKagan e Matt Sorum, o guitarrista Dave Kushner e o cantor Scott Weiland, ex-Stone Temple Pilots. Contraband(2004), o álbum de estreia, foi um sucesso estrondoso, tendo chegado ao primeiro lugar da parada nos Estados Unidos, enquanto faixas como “Slither” e “Fall to Pieces” mostraram que ainda havia espaço para um hard rock honesto em um mundo que continuava se recuperando do impacto do grunge. A banda excursionou extensivamente; também por isso o segundo álbum de estúdio foi lançado apenas em 2007. Quando Libertad chegou ao mercado, a relação dos integrantes com Weiland já estava bastante deteriorada. O cantor acabou saindo no ano seguinte; Slash e companheiros procuraram um novo vocalista, mas não acharam ninguém compatível. Ainda que a banda não tenha oficialmente chegado a um fim, ninguém sabe quando – e se – o hiato irá terminar.

Foi depois dessa segunda decepção que Slash resolveu lançar o primeiro álbum solo de fato, homônimo, em 2010. A realização foi colaborativa: os ex-Guns N’ Roses Izzy Stradlin, Du McKagan e Steven Adler apareceram para dar uma força, enquanto vocalistas do primeiro escalão cantaram como convidados – entre eles Ozzy Osbourne, Iggy Pop, Chris Cornell, Lemmy Kilmister, Fergie, Adam Levine e Kid Rock. A participação do eficiente Myles Kennedy, membro do Alter Bridge, na faixa “Back from Cali” se tornou decisiva. Kennedy, o baixista Todd Kerns e o baterista Brent Fitz acabaram saindo em turnê com o guitarrista para promover o álbum, e a formação se provou tão coesa que acabou efetivada nos dois projetos seguintes promovidos por Slash: Apocalyptic Love (2012) e o recente World on Fire (2014). Agora, Slash fi nalmente achou a estabilidade que não tinha ao lado do volátil Axl. Em entrevistas antigas, o guitarrista chegou a dizer que não tinha o dom para se tornar um bandleader, mas, de um jeito bastante democrático, ele tem se saído surpreendentemente bem ao lado de seus atuais conspiradores.

Fonte: rollingstone.uol.com.br

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