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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Axl Rose: "O próximo álbum será lançado mais rápido"




Em entrevista ao jornal USA Today, Axl Rose falou sobre a formação clássica do Guns N' Roses, próximo álbum, indústria musical e Rock And Roll Hall Of Fame. Confira abaixo:


O próximo álbum do Guns N' Roses: "Todos os caras estão escrevendo, e gravamos muitas músicas ao longo dos anos. Veremos com o que nos sentimos melhor. Chinese foi feito em estágios com uma pessoa aqui outra alí, em momentos diferentes. Appetite for Destruction foi a única coisa escrita com letras e melodias preenchendo as partes de guitarra ao mesmo tempo. Depois disso, recebi uma pilha de músicas baseadas em guitarra para as quais eu deveria escrever letras, e não sei se essa é a melhor coisa para o Guns. Eu quero mesmo me aproximar mais das letras e melodias."

A longa espera pelo Chinese Democracy: "Eu tive de lidar com muitas coisas que não tinham a ver com música, mas com a indústria. Foi a maior perda de tempo. Foi mais questão de sobrevivência. Não havia alguém com quem trabalhar ou confiar. Alguém apareceria para ajudar na produção e na realidade eles só queriam mixar e sair pela porta. Eles tinham uma motivação diferente. (O próximo álbum) virá mais rápido."

Crise criativa: A ex-namorada Supermodel Stephanie Seymour e membros originais do Guns Slash e Duff “fizeram mais estrago à minha habilidade de escrever. Para os três, era tudo uma merda. Isso me bateu forte. Na época da turnê (dos Illusions), Slash e Duff falaram, 'Você é um idiota, você é um perdedor.' eu não escrevi por anos.” Senti-me obstruido por muito tempo. Eu também estava tentando descobrir o que queria falar, quando seria certo desabafar e quando você está cavando um buraco ainda maior. As letras de Chinese demoraram bastante."

Bons tempos com o GNR: "Eis o que mais sinto falta do antigo Guns. E isso é bem antes de lançarmos o Appetite. Bem no começo, você tinha três pessoas (Rose, Slash e Izzy) na mesma batida por um curto período de tempo cuidando dos melhores interesses da banda e seus objetivos. Tentávamos ser contratados desde o começo. Pensávamos nos advogados corretos, o melhor selo. Eu tinha outros dois caras em quem podia confiar. Eu não necessariamente tenho isso agora pois é mais coisa minha, mas eu realmente pergunto a opinião de todo mundo sobre qualquer coisa.

Como a banda original poderia ter sobrevivido: "Talvez se pudéssemos ter trabalhado juntos da forma como montamos o Appetite. Eu era muito ingênuo. Pensei que o sucesso do disco nos aproximaria mais. Aconteceu o exato oposto. Eles tiveram o sucesso e queriam seguir seus próprios caminhos. Pensei que eles reagiriam, “Nossa, isso funcionou mesmo”. Mas eles queriam fazer seus próprios grandes sucessos fora do Guns.

As chances de uma trégua no Guns: "Eu sinto que isso não cabe a mim. Estou sobrevivendo a essa guerra, não fui eu que a criei."

A indústria musical de hoje: "É horrível. Não tem nada a ver com a música. Não estou tentando ser amargo ou cínico, mas é um negócio feio. As pessoas querem que você cuide de suas vidas, seus filhos, mas no fim das contas, você é só uma fonte de benefício. Eu não me sinto dessa forma perante a atual formação. Não estou tentando usá-los. Eu tenho que tratar isso como um negócio, mas não quero tomar decisões que denigrem o bem estar de alguém.”

Recusa à indução ao Rock and Roll Hall of Fame 2012: "Não foi doloroso não estar lá. Foi uma questão de lidar com a pressão de sentir que eu deveria estar lá e decidir o que fazer. Tento ser cordial sobre receber uma honrraria ou reconhecimento, mas eu realmente não sei o que o Rock Hall realmente é. Em minha experiência com as pessoas que o coordenam, não vejo isso tendo algo a ver com outra coisa que não seja ganhar dinheiro."

Isolação e fuga da mídia: "Eu apenas não ia a lugares em que a mídia estava. Não estava interessado nisso. Se o lugar cobiçado era algum restaurante em Hollywood, eu ia ao Valley. Havia muita coisa negativa, não via forma de ir a público. Sentia que eu seria criticado. O mundo do entretenimento do rock só queria vender revistas."

Problemas psicológicos: "Eu resolvi muitos deles. Foi estranho obter sucesso e perder quase toda sua família. Então você acaba com os talk shows vespertinos. De repente, coisas consideradas horripilantes quando você crescia são o quê? Você foi abusado? Quem se importa? Deveria ser mais um reconhecimento público da realidade. Quando falei sobre isso com a Rolling Stone, pensei que as pessoas iriam dar uma boa analisada em meu padrastro. Ao contrário, elas caíram mais forte em cima de mim. Isso ainda me confunde. Mas sobreviver a qualquer coisa é bom. Estou muito melhor do que as pessoas previram. Elas estavam torcendo pelo contrário. Havia coisas na internet sobre como eu seria encontrado morto. Eu tive uma postura bem obscura."

Tempo livre: "Eu vou ao cinema, saio com amigos, vou a eventos de carro. Eu tenho um zoológico. Meus animais (lobos, papagaios, cães, gatos) são meus parceiros. Eles precisam de muito amor e atenção."

Fãs que consideram o GNR como menos legítimo que o original: "Eles podem pensar o que bem entenderem. Não estou interessado em suas opiniões."

30 de outubro. 2012 - No Dia das Bruxas, o Guns N 'Roses começa sua residência de três semanas em Las Vegas. Axl Rose promete pontualidade, desempenho alucinante e um grande número de músicas, em um set repleto de sucessos, quando a banda começar, na quarta feira, seu primeiro show da residência em Las Vegas.

Após o show? As apostas estão liberadas!

"É uma questão de tentar ficar longe de problemas e manter o foco", diz Axl Rose em uma entrevista exclusiva para a USA Today. "Eu não tenho muitos hábitos ruins até a hora do show. Após o show já é mais complicado manter o freio de mão puxado."

GN'R vai encabeçar 12 datas à partir de 24 de novembro no The Joint Hard Rock Hotel & Casino (detalhes e ingressos no gunsnroses.com). A mini tour é apelidada Appetite for Democracy, uma referência ao intervalo de tempo entre os albuns AFD, de 1987, e Chinese Democracy, de 2008.

Após a implosão do GN'R, em meados dos anos 90, Axl Rose, único membro original e proprietário legal do nome da banda, trabalhou com formações diferentes e diz que agora está satisfeito com a atual banda: os guitarristas DJ Ashba, Richard Fortus e Ron "Bumblefoot" Thal, os tecladistas Dizzy Reed e Chris Pitman, o baixista Tommy Stinson e o baterista Frank Ferrer.

"Eles estão sempre próximos, como amigos. Se preocupam com bem-estar e harmonia de todos, e não apenas com suas próprias carreiras", diz Rose, 50 anos. "Eu gosto bastante da criatividade deles. Esta formação se une cada vez mais."

Isso não é tudo. Nos primeiros anos de GN'R, Rose mostrou no palco a "angústia, frustração e revolta" que sofria fora dele.

"Eu estava expressando minhas emoções e percebi que, apesar de qualquer coisa, você ainda pode sair vivo", diz ele. "Eu podia bater o pedestal do microfone no palco, mas eu ainda sentia dor. Talvez os fãs gostassem, mas às vezes as pessoas esqueciam que você é uma pessoa com seus próprios valores, não apenas uma forma de entretenimento. Levou um longo tempo para mudar isso e dar um show forte, sem que fosse um show kamikaze".

"Houve um espírito bem auto-destrutivo no Appetite. Foi uma coisa ou 'vai ou racha' que trabalhamos para acontecer. Hoje em dia não tenho certeza se foi a coisa mais inteligente na época."

Sobre a trabalhosa residência em Vegas, Rose considera que foi uma sequela de seus anos reclusos antes do lançamento do Chinese, "Eu passei muito tempo em Las Vegas e isso não me incomodava. Eu não era de apostar ou farrear na época. Às vezes apenas caminhava pela noite, observando as pessoas. Eu era mais do que as pessoas pensavam."

Divorciado e desapegado, Rose diz que a passagem por Vegas foi arriscada. "Só tinha ido casado em Las Vegas antes", com a modelo Erin Everly em 1990. "Isso poderia ter sido meu fim".



Fonte:whiplash.net

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